Mattheus e João tiveram a prisão mantida após audiência de custódiaReprodução
Publicado 05/03/2026 19:44
Rio – Após audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (5), a Justiça do Rio manteve a prisão preventiva de Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, acusados de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. Eles haviam se entregado à polícia na última terça (3).
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Já os outros réus, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, que compareceram à delegacia na quarta (4), passarão pelo procedimento nessa sexta (6), a partir das 13h.
Os quatro são réus pelos crimes de estupro qualificado, já que a vítima é menor de idade, e cárcere privado. De acordo com o delegado, os acusados, orientados pelos advogados, não quiseram dar depoimento e se mantiveram calados.
Eles se encontram no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, em celas separadas dos outros detentos.
Sobre um quinto envolvido, um adolescente de 17 anos apontado pelas investigações como responsável por arquitetar o estupro coletivo, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) divulgou que, na noite desta quarta (4), voltou atrás no posicionamento sobre ele ao pedir a sua internação provisória. A denúncia se deu depois que o delegado apresentou novos elementos que indicam o possível envolvimento do jovem em outro crime com as mesmas características.
O adolescente é considerado foragido, já que, após a Justiça autorizar um mandado de busca e apreensão, ele não foi encontrado no endereço informado.
Por meio de nota enviada a O DIA, a defesa de João Gabriel disse confiar que "a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia".
Já a defesa de Victor Hugo, representada pelo advogado Ângelo Máximo, afirma que ele negou participação no crime.

"Eu não acredito no ponto de conivência. O fato dele estar junto não quer dizer que praticou. Vitor nega qualquer fato de cometimento do crime. Ele fala que não participou do fato. O Vitor não tem como negar que esteve no apartamento, mas o crime ele nega", afirmou.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos demais. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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