Publicado 09/03/2026 12:05 | Atualizado 09/03/2026 13:53
Rio - O delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano foi preso, na manhã desta segunda-feira (9), por suspeita de participar de um grupo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas. A ação faz parte da “Operação Anomalia” da própria instituição.
PublicidadeAo todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. Um dos mandados foi cumprido contra o ex-secretário estadual de Esportes, Alessandro Pitombeira Carracena, que já está preso desde setembro do ano passado na operação que também deteve o ex-deputado estadual TH Joias.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.
O esquema contava com a articulação de um ex-secretário de estado e advogados, que atuavam como intermediários para viabilizar favores e pagamentos indevidos em espécie ao delegado de Polícia Federal envolvido no esquema, em troca de informações e influência interna. As apurações revelaram, ainda, a atuação de um suspeito com histórico criminal, focado na facilitação política e operacional em Brasília.
O esquema contava com a articulação de um ex-secretário de estado e advogados, que atuavam como intermediários para viabilizar favores e pagamentos indevidos em espécie ao delegado de Polícia Federal envolvido no esquema, em troca de informações e influência interna. As apurações revelaram, ainda, a atuação de um suspeito com histórico criminal, focado na facilitação política e operacional em Brasília.
Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais.
A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.
A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Fabrízio e Alessandro. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
Investigação apura relação com TH Joias
O caso está relacionado ao inquérito que resultou no indiciamento do deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.
Bacellar foi preso na "Operação Unha e Carne", também da Polícia Federal, mas deixou a prisão no dia 9 de dezembro após decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e afastamento da presidência da Casa. Ele é suspeito de participar do vazamento de informações que teria levado à obstrução da investigação da "Operação Zargun", responsável pela prisão de TH Joias, em setembro do ano passado.
De acordo com as apurações, TH Joias utilizou o mandato de deputado estadual — do qual foi destituído — para intermediar a compra e a venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados a comunidades controladas pelo CV.
As investigações da PF identificaram ainda um esquema de corrupção envolvendo a liderança do CV no Complexo do Alemão, o traficante Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, e agentes políticos e públicos. A organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais do Comando Vermelho.
As investigações da PF identificaram ainda um esquema de corrupção envolvendo a liderança do CV no Complexo do Alemão, o traficante Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, e agentes políticos e públicos. A organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais do Comando Vermelho.
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