Agentes da Força Municipal em frente à base no LeblonÉrica Martin / Agência O Dia
Publicado 15/03/2026 12:56 | Atualizado 15/03/2026 13:13
Rio - A Força Municipal iniciou, neste domingo (15), as ações de de policiamento preventivo e ostensivo voltadas ao combate a roubos e furtos na cidade do Rio. Por meio de uma análise de ocorrências e dados, a divisão de elite da Guarda Municipal pretende atuar em áreas e horários com maior incidência desses crimes.
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A saída do efetivo da base localizada no Leblon, na Zona Sul, foi acompanhada pelo prefeito Eduardo Paes e seu vice, Eduardo Cavaliere. Neste primeiro dia, os agentes estarão em duas áreas com grande incidência de roubos e furtos: a região que abrange a Rodoviária do Rio, o Terminal Gentileza e a Estação Leopoldina, no Centro; e as adjacências do Jardim de Alah, na Zona Sul.
"A Força Municipal é complementar ao papel das forças estaduais, com foco nos roubos e furtos. Os agentes passaram por um criterioso processo de seleção e agora, nas ruas, eles têm, diariamente, uma tarefa a cumprir e nós acompanhamos se isso está sendo cumprido. Iniciamos o processo hoje, temos 600 agentes formados e vamos convocar mais 600. A partir de agora vamos entrando, gradativamente, nas áreas da cidade onde os números de roubos e furtos são maiores, permitindo mais segurança para o cidadão", ressaltou Paes.
De acordo com a prefeitura, outros 20 perímetros em diferentes pontos do Rio foram definidos para o policiamento das equipes. A implementação nessas áreas será feita de forma gradual, com a expansão sendo avaliada e anunciada nas reuniões do CompStat - sistema de segurança adotado pela Força Municipal. Os guardas, que carregam pistolas, tasers e cassetetes, patrulham em dupla ou trio, acompanhados de viaturas, pick-ups, motocicletas e vans.
A diretora-geral da divisão de elite, Aimeé de La Torre, e o secretário de Segurança Pública, Brenno Carnevale, também acompanharam a saída do efetivo e destacaram que mais 600 agentes serão convocados para se somarem aos 600 já atuantes.
"Uma das principais premissas da Força Municipal é ter agentes que foram bem selecionados e treinados. Mas, evidentemente, o que importa é o trabalho que eles farão nas ruas. Eles têm uma orientação muito bem definida, com monitoramento em tempo real por meio das câmeras corporais e GPS. Isso tudo faz com que os agentes da Força Municipal tenham capacidade de atuar de uma forma técnica e estritamente dentro da regra e da lei. É essa atuação qualificada que fará a população confiar nessa instituição. O exercício de um policiamento preventivo e ostensivo é, principalmente, focado no cotidiano das pessoas, onde elas circulam, estudam, trabalham, se divertem, pegam os meios de transporte. São nesses lugares que as pessoas estão sofrendo furtos e roubos", pontuou Carnevale.
Cada área de implementação da Força Municipal conta com um supervisor responsável por coordenar e acompanhar o Quadro de Missão Dirigida (QMDs), ferramenta utilizada no planejamento e na gestão operacional das atividades. Por meio dos QMDs, os agentes passam a recebem informações detalhadas sobre as ações previstas, os objetivos, os pontos de atuação e o trajeto planejado, além de orientações.
A atuação dos agentes é acompanhada pela Sala de Monitoramento e Gestão Operacional, no Centro de Operações do Rio (COR). Por meio de GPS, câmeras corporais e dispositivos móveis de comunicação, os operadores e supervisores podem acionar as equipes e acompanhar ocorrências. Se um guarda se afastar do trajeto previsto sem avisar, o sistema envia um alerta à sala após 15 minutos, permitindo que a supervisão acompanhe a situação pelas câmeras corporais e intervenha caso seja necessário.
Além da base operacional no Leblon, a Força Municipal conta com outras duas na cidade: Base Oeste, em Inhoaíba, no Parque Oeste; e Base Norte, em Piedade, no Parque Piedade. Os espaços contam com setor administrativo, vestiários, refeitório, estacionamento e um paiol, área destinada à guarda de armamentos.

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