Iguana não resistiu e morreu durante a feira em Duque de CaxiasDivulgação
Publicado 15/03/2026 19:21 | Atualizado 16/03/2026 17:52
Rio - Uma operação realizada pela Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), terminou com a prisão de três feirantes flagrados vendendo animais de forma ilegal. O caso ocorreu em uma feira no Centro de Duque de Caxias, na Baixada, na manhã deste domingo (15).
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Durante a fiscalização, foram resgatados cerca de 50 animais, entre eles dois filhotes de sagui, uma iguana, cinco jabutis e 37 aves que estavam sendo comercializadas sem certificado de procedência.
Durante a ação, os agentes também fiscalizaram a venda de animais domésticos no local, incluindo um galpão onde se reúnem criadores de cães de raça, que foram orientados sobre a proibição de práticas de maus-tratos.
De acordo com o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, entre os pássaros que estavam à venda havia espécies raras, algumas procedentes de outros continentes, como Oceania, Ásia e Europa.
“Estamos atuando incansavelmente para garantir o bem-estar da biodiversidade e enviar um recado claro ao crime organizado: o Rio de Janeiro não será território livre para o tráfico de fauna silvestre. A cooperação entre os diversos órgãos que participaram da operação foi essencial para o resgate dessas espécies tão raras”, destacou Rossi.
Segundo técnicos do Inea, os animais foram encaminhados para receber cuidados veterinários e, posteriormente, poderão ser devolvidos ao habitat natural, se houver condições.
No caso dos saguis, será necessária uma recuperação delicada devido à pouca idade — cerca de duas semanas de vida —, o que exige cuidados especiais por causa do alto risco de morte associado a problemas como a hipotermia. A ocorrência foi registrada na 59ª DP (Duque de Caxias).
Para o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Alerj, deputado estadual Marcelo Dino, ações de fiscalização são fundamentais para combater o tráfico de fauna e os maus-tratos.
“É importante denunciar esses casos, pois o poder público precisa fiscalizar e salvar vidas dos animais. Infelizmente, a pequena iguana resgatada hoje não resistiu e morreu em decorrência dos maus-tratos. Mas vamos continuar com esse tipo de atuação para impedir crimes contra os animais”, afirmou.
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