Andréa Marins era ginecologista e cirurgiã geralRede Social
Publicado 16/03/2026 06:54 | Atualizado 16/03/2026 10:35
Rio - A médica Andréa Marins Dias, 61 anos, morreu baleada durante uma abordagem policial na Rua Palatinado, em Cascadura, na Zona Norte, na noite deste domingo (15). Segundo testemunhas, o carro da vítima teria sido confundido com o de bandidos por policiais militares.
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Andréa morreu baleada na noite de domingo (15), em Cascadura - Rede Social
Andréa morreu baleada na noite de domingo (15), em CascaduraRede Social
De acordo com a Polícia Militar, por determinação do secretário de Estado da Corporação, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação.
"Vale informar que os policiais que faziam parte da equipe de agentes que efetuou a abordagem portavam as câmeras corporais. Os dispositivos e as armas utilizadas pelos agentes estão à disposição do procedimento investigativo pela Polícia Civil", afirmou em nota.

Ainda em comunicado, a instituição frisou que lamenta a morte de Andréa e que colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Já a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar os fatos.
Nas redes sociais, vizinhos alegam que a médica estava saindo da casa da mãe quando acabou atingida pelos disparos. Segundo relatos, PMs estariam em perseguição a um carro "parecido" com o da vítima.

"Ela estava saindo da casa da mãe de 90 anos, que visitava sempre aos domingos, ela era médica... Infelizmente, na hora que ela estava saindo coincidiu com a perseguição. Muito triste!", lamentou uma amiga.

"Não foi às cegas, eles alvejaram o carro e ficavam gritando para pessoa sair, quando, na verdade, já haviam a matado. Moradores pedem justiça", afirmou uma vizinha.
Andréa era ginecologista e cirurgiã-geral. Bem ativa nas redes sociais, ela postava informações sobre a endometriose e cuidados femininos. Até o momento, não há informações sobre o local e horário do enterro.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio lamentou o caso e pediu rigor nas investigações. Confira a nota na íntegra:
"Foi com pesar que o Cremerj recebeu a notícia sobre a morte da médica Andrea Marins Dias, na manhã desta segunda-feira, 16 de março, por meio da imprensa. O Cremerj manifesta também indignação, porque, infelizmente, mais uma profissional foi vítima da violência urbana, enquanto ela apenas exercia o seu direito de ir e vir. O Conselho pede às autoridades competentes todo rigor em relação à apuração do caso, independentemente de qualquer circunstância, e lamenta a situação de insegurança pública em que, diariamente, médicos e toda a sociedade estão sujeitos".
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