Justiça autoriza exumação para esclarecer se bebê enterrado como indigente é filho de casalDivulgação
Publicado 17/03/2026 17:15 | Atualizado 17/03/2026 17:42
Rio - A Justiça do Rio de Janeiro determinou a exumação do corpo de um bebê enterrado como indigente no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, em setembro do ano passado. Gabriel do Nascimento e Jheneffer Morais, pais do natimorto, entraram com uma ação após desconfiarem de que o corpo sepultado não seria o do filho deles.
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Gabriel Nascimento e Jheneffer Morais são pais do feto enterrado como indigente  - Reprodução/Redes sociais
Gabriel Nascimento e Jheneffer Morais são pais do feto enterrado como indigente Reprodução/Redes sociais
Na decisão, a 2ª Vara Cível da Regional da Leopoldina determinou a realização de exame de DNA, no Instituto Médico Legal (IML) ou em outro órgão competente, para comprovar a paternidade dos restos mortais. A Justiça também determinou que a Rio Pax, responsável pelo sepultamento à época, viabilize a realização de um novo funeral aos pais, sem custos, "a fim de que possam se despedir, de forma digna e humana, do seu filho". Em caso de descumprimento, a concessionária estará sujeita ao pagamento de multa diária de R$ 600.

O corpo desapareceu após ser liberado pelo Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste, em setembro de 2025. Dias depois, a família soube que o corpo havia sido sepultado como indigente no Cemitério São Francisco Xavier. A informação foi confirmada pela concessionária Reviver, responsável pela administração do local.

"A família recebe a decisão com esperança de que este episódio terrível e lamentável seja definitivamente esclarecido, a fim de comprovar se, de fato, quem está enterrado é o filho dos autores e de permitir que os pais de Gael realizem um novo funeral, podendo se despedir com dignidade", afirmou o advogado da família, Eduardo Cavalcanti.
Na época a administração do cemitério confirmou o sepultamento como indigente: "O sepultamento foi realizado na última sexta-feira (5). A administração do cemitério possui a localização exata e toda a documentação comprobatória. O hospital enviou o corpo como indigente por meio de uma funerária que atendeu à família. Coube à Reviver apenas realizar o sepultamento".
A reportagem procurou a Rio Pax para comentar sobre a decisão judicial. O espaço está aberto para manifestação.
O caso segue em investigação na 33ª DP (Realengo).
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