Publicado 18/03/2026 09:44 | Atualizado 18/03/2026 09:53
Rio – A Região Metropolitana do Rio registrou, em 2026, o maior número de tiroteios durante perseguições policiais desde 2017. Entre 1º de janeiro e 16 de março, foram contabilizados 22 casos, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado.
PublicidadeCascadura é o bairro da região metropolitana do Rio com o maior número de tiroteios em 2026. Ao todo, o local já soma 18 tiroteios este ano que deixaram sete pessoas baleadas, entre elas, a médica Andréa Marins Dias, morta a tiros no domingo (15), ao ter o carro confundido com o de criminosos durante perseguição policial.
Em 2025, o bairro também foi o mais afetado pela violência armada, somando 126 tiroteios ao longo do ano, segundo relatório anual divulgado este ano pelo instituto.
Em 2025, o bairro também foi o mais afetado pela violência armada, somando 126 tiroteios ao longo do ano, segundo relatório anual divulgado este ano pelo instituto.
De acordo com as informações, a vítima, que era negra, foi atingida durante uma perseguição realizada por agentes do 9º BPM (Rocha Miranda). Andréa passava pela região no momento da ação e não resistiu aos ferimentos. O caso gerou forte repercussão e levantou questionamentos sobre os riscos de operações com troca de tiros em áreas urbanas.
Em 2026, 22 perseguições policiais resultaram em tiroteios no Grande Rio. Ao todo, 16 pessoas já foram baleadas nestas abordagens. O número de tiroteios em perseguições policiais representa um aumento de 340% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados cinco casos.
Os dados também mostram que o total deste ano já supera os registros do mesmo intervalo nos últimos dez anos, incluindo 2017, que até então tinha o maior número, com 20 ocorrências.
Veja a comparação:
2026: 22 casos
2025: 5 casos
2024: 7 casos
2023: 15 casos
2022: 9 casos
2021: 11 casos
2020: 6 casos
2019: 13 casos
2018: 16 casos
2017: 20 casos
Em relação à distribuição geográfica, o Leste Metropolitano concentra a maior parte dos registros, com nove perseguições que resultaram em 11 vítimas. Em seguida aparece a Zona Norte, com cinco casos e quatro vítimas — entre elas, a médica morta em Cascadura.
Também houve ocorrências no Centro (três casos e cinco vítimas), na Zona Sudoeste (dois casos e três vítimas), na Zona Sul (dois casos e uma vítima) e na Baixada Fluminense (um caso com duas vítimas).
O Instituto Fogo Cruzado, responsável pelo levantamento, utiliza tecnologia e dados colaborativos para monitorar a violência armada em tempo real. O banco de dados é considerado um dos principais da América Latina sobre o tema.
O aumento expressivo dos casos em 2026, aliado a episódios como o da médica, reacende o debate sobre os protocolos adotados em perseguições policiais e os impactos dessas ações para a população civil.
Em 2026, 22 perseguições policiais resultaram em tiroteios no Grande Rio. Ao todo, 16 pessoas já foram baleadas nestas abordagens. O número de tiroteios em perseguições policiais representa um aumento de 340% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados cinco casos.
Os dados também mostram que o total deste ano já supera os registros do mesmo intervalo nos últimos dez anos, incluindo 2017, que até então tinha o maior número, com 20 ocorrências.
Veja a comparação:
2026: 22 casos
2025: 5 casos
2024: 7 casos
2023: 15 casos
2022: 9 casos
2021: 11 casos
2020: 6 casos
2019: 13 casos
2018: 16 casos
2017: 20 casos
Em relação à distribuição geográfica, o Leste Metropolitano concentra a maior parte dos registros, com nove perseguições que resultaram em 11 vítimas. Em seguida aparece a Zona Norte, com cinco casos e quatro vítimas — entre elas, a médica morta em Cascadura.
Também houve ocorrências no Centro (três casos e cinco vítimas), na Zona Sudoeste (dois casos e três vítimas), na Zona Sul (dois casos e uma vítima) e na Baixada Fluminense (um caso com duas vítimas).
O Instituto Fogo Cruzado, responsável pelo levantamento, utiliza tecnologia e dados colaborativos para monitorar a violência armada em tempo real. O banco de dados é considerado um dos principais da América Latina sobre o tema.
O aumento expressivo dos casos em 2026, aliado a episódios como o da médica, reacende o debate sobre os protocolos adotados em perseguições policiais e os impactos dessas ações para a população civil.
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