O recém-inaugurado Super Centro de Saúde da Zona Oeste fica em Campo GrandeÉrica Martin/Agência O Dia
Publicado 18/03/2026 15:19 | Atualizado 18/03/2026 16:33
Rio – Os moradores da Zona Oeste ganharam, nesta quarta-feira (18), um novo espaço para atendimento médico com diferentes especialidades e serviços - incluindo combate à obesidade. Trata-se do Super Centro Carioca de Saúde, inaugurado em Campo Grande (Rua Campo Grande, 120), com os objetivos de ampliar a assistência na região e reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes para outras áreas da cidade.
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“Às vezes, você identifica uma doença na clínica, vai buscar uma especialidade e não consegue atendimento adequado. É um lugar que vai salvar vidas, cuidar da saúde e provocar uma enorme transformação na vida das pessoas”, prometeu o prefeito Eduardo Paes (PSD), presente na inauguração do complexo de 7 mil metros quadrados de área construída, que demandou um investimento avaliado em aproximadamente R$ 61 milhões.
De acordo com a Prefeitura, o Super Centro da Zona Oeste terá capacidade para mais de 16 mil atendimentos mensais, entre consultas e procedimentos, que podem ser agendados pelo SISREG, a partir da Atenção Primária, como clínicas da família e centros municipais de saúde. O funcionamento ocorrerá de segunda a sábado, das 7h às 22h. A expectativa é de que ainda em 2026, cerca de 500 profissionais de saúde e apoio atuem no espaço.
O espaço - que recebeu também nesta quarta o secretário de Saúde Daniel Soranz - segue o modelo do complexo da Zona Norte, em Benfica, com três estruturas no mesmo prédio: os centros de Especialidades, de Reabilitação e o de Hemodiálise (CCH). Os dois primeiros já estão em funcionamento, e o terceiro deverá entrar em operação no segundo semestre.
Especialidades e serviços
O Centro de Especialidades oferece, dentre outras, dermatologia, gastroenterologia, psiquiatria, endocrinologia, reumatologia, cardiologia e pneumologia.
O de Reabilitação tem quatro modalidades de atendimento: física (incluindo para pacientes de dores crônicas, como a fibromialgia), intelectual (inclusive em casos de espectro autista) , auditiva e visual - a última terá funcionamento pleno até o fim de 2026.
Já o de Hemodiálise, ainda segundo a Prefeitura, vai operar em três turnos, o que deverá permitir quase 50 mil procedimentos por ano. O centro oferecerá 50 cadeiras para terapia renal substitutiva; ambulatório pré-dialítico; uma van para pacientes que precisarem de apoio para o deslocamento; e o Programa de Diálise Peritoneal, um método menos invasivo, que permite o tratamento em domicílio.
Parceria contra obesidade
A partir de dados da Atenção Primária, que apontam 68% dos adultos acompanhados pela rede municipal de saúde com excesso de peso, foi implementado no novo complexo o Centro o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo (CEOM), um serviço inédito na saúde pública do Rio, atrelado ao Centro de Especialidades.
O espaço vai oferecer abordagem terapêutica multidisciplinar e individualizada, promovendo atividade física, acompanhamento clínico e, quando indicado, uso de medicamentos, como a semaglutida - que Paes aplicou simbolicamente em uma paciente durante a inauguração.
O local receberá pacientes que ainda apresentem índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40, diabetes ou alto risco cardiovascular mesmo após um semestre de reeducação alimentar e prática de atividade física. 
Para reforçar o combate à obesidade na capital fluminense, a Prefeitura anunciou, durante a inauguração do complexo, uma parceria com a Novo Nordisk, empresa fabricante do ozempic, cuja substância principal, a semaglutida, terá patente expirando no Brasil nessa sexta-feira (20).
“O objetivo dessa cooperação é criar condições para que a equidade de acesso seja ampliada, e gerar evidências de políticas públicas, para que esse modelo de cuidado integral e multidisciplinar seja replicável em escala cada vez maior no SUS, com responsabilidade e sustentabilidade”, acrescentou Conrado Carrasco, chefe de Parcerias Institucionais da Novo Nordisk.

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