Publicado 24/03/2026 09:44 | Atualizado 24/03/2026 12:14
Rio - A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (24), cinco mandados de busca e apreensão com objetivo de apurar a nomeação de assessores parlamentares na Câmara Municipal de Angra dos Reis, na Costa Verde. Além do próprio município e da capital fluminense, os agentes também estiveram em endereços na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
PublicidadeAs investigações apontam possíveis assessores que não cumpre a função determinada, utilizando as nomeações como forma de obter apoio político. A Polícia Federal ainda apura supostas práticas de "rachadinha", quando o contratado repassa os valores recebidos para quem o nomeou.
Em um dos casos investigados, uma assessora de um gabinete na Câmara Municipal de Angra dos Reis estuda Medicina em um curso de tempo integral em Juiz de Fora, onde também atua como cirurgiã-dentista.
A Polícia Federal ainda analisa a prestação de contas eleitorais. Os agentes identificaram supostas declarações falsas, com omissão de despesas e informações incorretas relacionadas à contratação de serviços e à destinação de recursos durante a campanha eleitoral.
Durante a Operação Caça-Fantasmas, as equipes cumpriram mandados em endereços vinculados dos investigados, incluindo residências, um escritório de advocacia e um gabinete parlamentar. O material apreendido passará por análise da Polícia Federal e os envolvidos podem responder por falsidade ideológica eleitoral, peculato-desvio e abuso de poder político e econômico.
Procurada, a Câmara Municipal de Angra dos Reis afirmou que apoia uma apuração minuciosa sobre quaisquer indícios de irregularidades que envolvam o uso do aparato público.
"Informamos que a Câmara atuará de forma proativa e diligente para auxiliar as autoridades em todas as fases da investigação. Colocamo-nos à inteira disposição para fornecer todos os elementos, documentos e acessos que forem necessários para a elucidação dos fatos. Nosso compromisso é com a verdade e com a justiça, sem espaço para omissões", comunicou a Casa Legislativa.
"Ressaltamos que, até o presente momento, esta Câmara Municipal não teve acesso formal aos autos da investigação, desconhecendo o teor detalhado dos elementos probatórios colhidos. Tão logo as informações sejam compartilhadas pelo Judiciário e pela Polícia Federal, as medidas administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando-se o devido processo legal", acrescentou.
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