Publicado 24/03/2026 19:29 | Atualizado 24/03/2026 19:46
Rio – A família da bebê Valentina Brito, de 1 ano e 7 meses, que morreu NO DIA 1º de março após dar entrada no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), no fim de fevereiro, realizou um protesto nesta terça-feira (24), na porta da unidade particular na Região Metropolitana. Eles acusam a equipe médica do espaço de negligência.
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Desde a época do ocorrido, Rayanna Brito, de 20 anos, mãe de Valentina, sustenta que a bebê, que havia chegado à unidade com uma crise convulsiva, recebeu uma medicação que não era a destinada a ela, o que desencadeou um agravamento do quadro.
Em conversa com a reportagem de O DIA, ela revelou que, em contato com a direção do CHN, ouviu a confirmação de que o nome na identificação do medicamento aplicado não era o de Valentina Brito, mas que a dose era, sim, a correta: “Eles falaram que houve a troca da etiqueta, mas não a da medicação”.
Além do eventual equívoco, cuja explicação por parte do CHN não a convenceu, Rayanna ainda citou o que aponta como outros atos de descuido e imprudência: “O que mais mexe com a gente é a troca da medicação. Isso o IML vai poder comprovar se aconteceu ou não. Mas houve outras negligências... uma queimadura, a piora dela em menos de 20 minutos. E o que resultou na morte, quando a fisioterapeuta fez aspiração com ela deitada e não sentada. E assim a Valentina acabou broncoaspirando”, afirmou a mãe da menina.
Rayanna contou que foi orientada pelo advogado da família a entrar com uma ação na Justiça contra o CHN. O caso, segundo ela, aguarda resultados periciais para avançar: “Estamos esperando só o laudo da necrópsia”.
Em meio à espera, Rayanna relatou o que a motiva a seguir após a morte da única filha: “O que me dá mais força é poder pedir justiça, respostas pela vida da Valentina”.
Procurado por O DIA, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) se limitou a afirmar que “apura as informações”.
Já o CHN enviou uma nota na qual lamenta a morte de Valentina e reforça que, durante a internação da criança, “as prescrições médicas foram administradas de forma correta” devido ao uso de um sistema de rastreabilidade de medicamentos.
O hospital acrescentou ainda que tem colaborado com as investigações; se reuniu com familiares para explicar as dúvidas levantadas por eles; e entregou aos pais uma cópia do prontuário médico.
A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na 76ª (Niterói).
A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na 76ª (Niterói).
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