Publicado 25/03/2026 12:20 | Atualizado 25/03/2026 15:06
Rio - Uma aluna da Escola Municipal Rondon, em Realengo, na Zona Oeste, foi agredida por outra estudante, próximo à unidade, com socos e puxões de cabelo. É o segundo caso semelhante envolvendo um colégio da rede neste mês de março.
PublicidadeAs agressões ocorreram na sexta-feira passada (20). Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma menina, usando uniforme da rede municipal, sendo espancada por uma estudante que vestia um casaco. Alunos cercaram as envolvidas sem interferir na violência.
De acordo com informações preliminares, a vítima sofria bullying sobre a sua aparência.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que repudia qualquer tipo de agressão dentro e fora das escolas. A pasta destacou que as alunas que se envolveram na briga terão apoio psicológico e os responsáveis foram convidados para uma reunião com a direção da unidade nesta terça-feira (24).
Segundo a SME, a rede mantém ações permanentes de prevenção à violência e ao bullying por meio do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Escolas (Niap), formado por equipes de psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. Tais profissionais irão à unidade para oferecer suporte e orientação à comunidade escolar.
A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) investiga o caso. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi encaminhada para exame de corpo delito. Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato.
Agressão em Bangu
No início de março, uma aluna, de 12 anos, foi agredida por uma outra estudante, no banheiro da Escola Municipal Professor Julio de Mesquita, em Bangu, também na Zona Oeste. A Secretaria Municipal de Educação (SME) instaurou sindicância sobre o caso. A Polícia Civil também investiga.
Uma gravação que circulou nas redes sociais mostrou a vítima sendo empurrada por uma garota enquanto era ameaçada. Logo depois, a menina começa a dar socos e a derruba no chão. O episódio de violência continua com chutes e puxões de cabelo, enquanto outras alunas filmam sem interferir.
Segundo relatos, a vítima já teria sido alvo de bullying anteriormente e a escola não teria avisado sobre toda a situação.
Na época, a SME informou que repudia qualquer forma de agressão dentro do ambiente escolar e que já foi realizada a transferência de todas as alunas envolvidas para outras escolas. A secretaria também instaurou uma sindicância para apurar os fatos e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar.
O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu).
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