Publicado 26/03/2026 08:37 | Atualizado 26/03/2026 09:06
Rio - O tenente da Polícia Militar Marcos Gabriel Silva Mendes será levado a júri popular pelo homicídio do empresário Rhuan Rodrigues Pereira, de 20 anos, que aconteceu em agosto de 2024, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do estado. Na manhã desta quinta-feira (26), Fernanda Rodrigues Garcia, mãe da vítima, celebrou a decisão da 4ª Vara Criminal, que atende ao pedido do Ministério Público do Rio (MPRJ).
Publicidade"Desde o início, eu acreditava que a justiça iria acontecer e não foi diferente, aos poucos estamos conseguindo. Diante de todos os depoimentos e laudos periciais, não tinha como ser outra decisão. Agora, iremos aguardar ansiosamente que seja marcada a data do júri. Espero que seja o quanto antes para conseguimos concluir esse processo e, aí sim, eu poder viver o meu luto em paz", destacou ao DIA.
O MPRJ apontou que o homicídio aconteceu por "motivo torpe", e que o policial fez "uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima". De acordo com as investigações, Rhuan foi atingido por três tiros nas costas durante uma abordagem no bairro Porto do Rosa, enquanto passava pela Rua Heitor Rodrigues, próxima à BR-101. Ele havia deixado a festa de aniversário da mãe e estava a caminho de um show de pagode com o primo, Lucas, que estava no carona. Os dois eram seguidos por duas amigas em uma moto, que também presenciaram o ocorrido.
A denúncia afirma que Marcos Gabriel agiu com desprezo pela vida humana, motivado apenas por suspeita de que os ocupantes do veículo pudessem ser criminosos. "A viatura estava com giroflex e sirene desligados, dificultando que a vítima percebesse a abordagem", afirmou o órgão.
O tenente alega que bandidos do Complexo do Salgueiro viram a abordagem e deram início a um tiroteio no qual o jovem foi atingido.
O caso gerou grande comoção entre a família e amigos de Rhuan, que o descreveram como trabalhador e de bom caráter. Ele era gerente em uma loja de roupas e sócio em um depósito de bebidas.
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