Consumidor deve evitar produtos com cheiro forte ou sem refrigeração adequadaDivulgação / SES-RJ
Publicado 29/03/2026 13:15 | Atualizado 29/03/2026 15:10
Rio - Com a chegada da Semana Santa, período em que aumenta o consumo de peixes e frutos do mar, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio reforçou o alerta para cuidados na compra, armazenamento e preparo desses alimentos. A medida busca prevenir casos de intoxicação alimentar, mais comuns nesta época do ano.
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Como parte da ação, equipes da Vigilância Sanitária estiveram no tradicional Mercado São Pedro, em Niterói, para orientar consumidores sobre práticas seguras.
Segundo a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, medidas simples podem evitar problemas. "O pescado é muito sensível e, quando não manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias", alerta Helen.
Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar exigem cuidado redobrado. A nutricionista Jussara Salgado explica que há sinais claros de frescor, como carne firme, escamas brilhantes, olhos salientes e odor suave.
O consumidor deve evitar produtos com cheiro forte ou sem refrigeração adequada. O ideal é que o pescado esteja sobre gelo e bem protegido. No caso de congelados, é importante observar sinais de descongelamento, como embalagens úmidas.
Também é fundamental verificar as condições do local de venda, como higiene, ausência de insetos e manipulação adequada dos alimentos.
Após a compra, o pescado deve ser armazenado rapidamente sob refrigeração. O consumo cru deve ocorrer em até 24 horas, enquanto preparações cozidas podem ser mantidas por até três dias.
Durante o preparo, a higiene é essencial, com atenção à lavagem das mãos, dos utensílios e à separação entre alimentos crus e cozidos. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração.
A ingestão de alimentos contaminados pode causar náuseas, vômitos e diarreia, podendo evoluir para quadros mais graves. 
A SES-RJ ressalta, ainda, que a fiscalização é intensificada neste período, mas lembra que o consumidor também tem papel importante. Ao identificar irregularidades, a orientação é acionar a Vigilância Sanitária.
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