Crime ocorreu na estação de trem de Olinda, em Nilópolis, na Baixada FluminenseReprodução
Publicado 02/04/2026 09:25 | Atualizado 02/04/2026 11:13
Rio – Um agente de segurança da SuperVia foi baleado na estação de Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, na noite desta quarta-feira (1º). O autor do disparo, segundo testemunhas, faria parte de um grupo de três homens, que teriam sido abordados pelo guarda na estação por volta das 19h40. Após os disparos, eles teriam fugido pela linha férrea.
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O funcionário foi levado para a UPA de Edson Passos, em Mesquita, precisou passar por uma cirurgia e passa bem, segundo a concessionária. Detalhes do seu estado de saúde ainda não foram divulgados.
Em nota, a SuperVia também informou que "acionou as forças policiais para investigação e os procedimentos necessários".
Uma das testemunhas que não quis se identificar relatou ao DIA a cena de horror que a população enfrentou dentro do trem, no sentido Japeri: "Estava muito cheio o trem. Eu estava no segundo vagão e não vi o roubo, mas escutei o tiro e vi todo mundo correr. Nós vimos o rapaz da SuperVia todo ensanguentado e pedimos ajuda com a mão, acenando para os carros ou uma moto pararem para levá-lo ao hospital. Pelo menos um carro parou e o levou."
"Eram três homens, um atirou e um outro estava com um facão, ele pegou e mostrou para a gente. Depois eles deixaram cair porque saíram em fuga por dentro da estação", concluiu.
Já a assistente de comunicação Renata Quintanilha, de 41 anos, disse que o barulho do disparo foi muito forte: "Foi tudo muito rápido. Eu vinha no vagão feminino e tenho o hábito de andar muito rápido, justamente por ali ser escuro. Eu estava passando pela roleta quando ouvi o tiro, um barulho muito alto, parecia uma bomba. Foi um pânico geral, todos querendo passar ao mesmo tempo pela roleta."
Segundo ela, o agente teria sido baleado por conseguir evitar um assalto: "Eu consegui correr, cheguei rapidamente do outro lado e entrei em uma farmácia. Em seguida, entrou uma menina muito nervosa e relatou que o segurança falou com uma mulher: ‘Guarda o celular, guarda’. Nisso, um dos homens atirou nele, possivelmente porque ele estragou o assalto".
A Polícia Militar informou que, de acordo com o comando do GPFer (Grupamento de Polícia Ferroviária), o policiamento no sistema ferroviário é realizado de forma dinâmica, com equipes distribuídas por roteiros de atuação ao longo de toda a malha. 
*Reportagem da estagiária Ágatha Araújo, sob supervisão de Adriano Araújo
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