Publicado 08/04/2026 06:25 | Atualizado 08/04/2026 12:00
Rio - Um incêndio de grandes proporções atingiu o Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, no fim da madrugada desta quarta-feira (8). Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, o incidente começou em uma sala imersiva do Museu Olímpico, que fica no interior do espaço, e se alastrou para o teto. Por volta das 11h, o fogo voltou a se propagar na região, porém com menor intensidade.
PublicidadeEquipes do Corpo de Bombeiros ainda atuam no local. De acordo com a corporação, o trabalho conta com cerca de 60 militares, de seis unidades, com apoio de 20 viaturas. Em imagens, é possível ver a intensidade das chamas, especialmente na parte de cima. Não há registro de vítimas.
Por volta das 9h30, o incêndio encontrava-se controlado, restrito à lona que cobre o complexo. O interior da edificação, incluindo o Museu Olímpico, foi preservado. Apesar disso, nuvens de fumaça voltaram a aparecer no teto no fim da manhã.
As causas do incêndio serão apuradas pelos órgãos competentes, após o término dos trabalhos dos Bombeiros.
As causas do incêndio serão apuradas pelos órgãos competentes, após o término dos trabalhos dos Bombeiros.
Veja vídeo do combate ao fogo:
Estruturas não foram danificadas
Eduardo Cavaliere, que esteve na região na manhã desta quarta, informou que tanto o Velódromo quanto o museu, que funciona no interior do centro de treinamento, não foram danificados. Ele explicou que ambas as estruturas estavam em pleno funcionamento.
"A gente recebe alunos de mais de 30 modalidades. São cerca de 5 mil alunos, funcionando todos os dias normalmente, o Museu Olímpico recebendo visitação normal. A gente aqui tinha todo o sistema de incêndio, 100% das aprovações do Bombeiros. Inclusive, a brigada local que ocupava o Museu Olímpico, o Velódromo, foi fundamental, junto com o time dos bombeiros, para minimizar os impactos desse incêndio", disse.
O prefeito reforçou que, apesar das imagens aéreas parecerem assustadoras, o incêndio se alastrou apenas para a lona do teto.
"O que houve foi, aparentemente, uma sala imersiva — claro que a perícia ainda vai apurar isso, e informações mais precisas devem ser divulgadas ao longo do dia. Mas, a princípio, essa sala concentrou o foco do incêndio, o que comprometeu a lona do teto do museu e acabou se alastrando. Ainda assim, o museu está praticamente preservado, e o Velódromo, inteiramente preservado. A gente imagina que os danos sejam possíveis de reparar o mais rápido possível, para retomar o funcionamento", frisou.
Cavaliere destacou que o espaço estava com as licenças em dia e recebendo o público normalmente. O local precisou ser fechado temporariamente, mas ainda não há previsão sobre o tempo necessário para reforma.
"Vamos fazer a reforma do que for necessário para reabrir esse equipamento, que é muito utilizado. Há alunos que usam o espaço todos os dias, em mais de 30 modalidades. Vale lembrar que, no último fim de semana, houve um mundial de esgrima aqui. Estava tudo em pleno funcionamento. A gente vai fazer a reforma necessária para que o Velódromo e o Museu Olímpico voltem a operar normalmente", contou.
Ainda segundo o prefeito, a manta do teto ajudou a minimizar os riscos. "Tinha sistema de incêndio, com brigadistas no local. Houve um foco em uma das salas do museu e ele foi rapidamente controlado. As chamas chegaram à manta do teto, que possui material retardante, o que impediu que o fogo se alastrasse pela arena ou pelo museu. Eu estive lá dentro, está preservado, praticamente intacto. Claro que na lona, onde o material é mais sensível, houve danos".
Após fiscalização, equipes do time de engenharia da Prefeitura do Rio e da Confederação de Ciclismo constataram que não houve danos na pista do Velódromo.
"A gente vai ter laudo técnico disso, mas a avaliação preliminar é de que não houve impacto na pista. A gente vai fazer a limpeza, claro, vai precisar eventualmente de alguma pintura, envernizar, fazer novamente algum tipo de tratamento na pista, mas não houve impacto, não houve dano. A pista está intacta e preservada", afirmou Cavaliere.
No local, ocorre um Campeonato Mundial de Esgrima, que será mantido em outra arena do Parque Olímpico.
O que é o Velódromo?
O Velódromo foi construído para as Olimpíadas de 2016, quando recebeu provas de ciclismo. Atualmente, é um equipamento ativo, com funcionamento contínuo e oferta regular de atividades esportivas e culturais gratuitas para a população.
Mensalmente, cerca de 2 mil pessoas participam das atividades. No total, aproximadamente 4.280 usuários, a partir dos seis anos de idade, são atendidos em 33 modalidades esportivas e de lazer, como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.
O espaço também mantém convênios com entidades de alto rendimento, como as confederações brasileiras de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, além da federação de ginástica do Estado do Rio, permitindo que atletas de seleções utilizem a estrutura para treinamentos. Além disso, recebe com frequência competições e outros eventos — somente em 2025, foram cerca de 50.
Em 2017, a cobertura já havia sido atingida por um incêndio, provocado pela queda de um balão.
Mensalmente, cerca de 2 mil pessoas participam das atividades. No total, aproximadamente 4.280 usuários, a partir dos seis anos de idade, são atendidos em 33 modalidades esportivas e de lazer, como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu, judô, beach tennis e handebol.
O espaço também mantém convênios com entidades de alto rendimento, como as confederações brasileiras de ciclismo, esgrima e levantamento de peso, além da federação de ginástica do Estado do Rio, permitindo que atletas de seleções utilizem a estrutura para treinamentos. Além disso, recebe com frequência competições e outros eventos — somente em 2025, foram cerca de 50.
Em 2017, a cobertura já havia sido atingida por um incêndio, provocado pela queda de um balão.
Saiba mais sobre o Museu Olímpico
Em agosto do ano passado, no andar superior, a Prefeitura do Rio inaugurou o Rio Museu Olímpico, que ocupa uma área de 1.700 mil metros quadrados, com acervo de mil peças divididas em 13 áreas temáticas, com 80 experiências e atividades.
O espaço trata-se de uma instalação inovadora, imersiva e moderna, onde os visitantes revivem a preparação da primeira cidade da América do Sul a receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Entre as peças em exposição, estão bolas usadas nos jogos, medalhas e tochas.
Como experiências, é possível “explodir” o Viaduto da Perimetral, se exercitar como um ginasta nas argolas, correr a tradicional prova de 100 metros e fazer um treino de boxe.
Como experiências, é possível “explodir” o Viaduto da Perimetral, se exercitar como um ginasta nas argolas, correr a tradicional prova de 100 metros e fazer um treino de boxe.
O local funciona de terça a domingo, com entrada a partir das 10h e fechamento às 17h30. Desde a sua inauguração, o museu já recebeu cerca de 20 mil visitantes. Apenas no mês de março, foram aproximadamente 1.100 visitas registradas.
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