Publicado 08/04/2026 17:16 | Atualizado 08/04/2026 17:51
Rio - Os passageiros que dependem da linha 455 (Méier x Copacabana) enfrentam uma rotina de incertezas nas manhãs do Rio de Janeiro. De acordo com denúncias de usuários do serviço repassadas ao DIA, desde o início deste ano alguns motoristas vêm alterando o itinerário oficial e adotando por conta própria práticas irregulares, como trafegar com os letreiros apagados para evitar o embarque em determinados trechos da linha.
De acordo com estudante Matheus Langoni, de 22 anos, o problema começa logo na saída de Copacabana. Ele relata que muitos veículos saem do ponto final sem identificação. "Eles (os motoristas) voltam a ligar o letreiro somente na Avenida Princesa Isabel ou, às vezes, só depois da Cidade Nova. Sei disso porque acompanho pelo aplicativo que mostra o número do carro e a linha em tempo real", afirma.
Outra reclamação frequente dos passageiros é sobre o abandono de ruas previstas no itinerário na região da Grande Tijuca. Ao chegar à Praça da Bandeira, em vez de acessar as ruas Ibituruna e General Canabarro, os motoristas estariam seguindo direto pela Avenida Rei Pelé (Radial Oeste). A justificativa dada pelos profissionais da linha aos passageiros é de que o fluxo intenso da manhã (agravado pela movimentação de pais em portas de escolas e sinais demorados), provocaria "prejuízo financeiro" para a empresa.
Para João Marcelo, também estudante de engenharia de 22 anos, a mudança impacta diretamente no horário de chegada à faculdade. "Somos reféns do transporte público. Agora preciso caminhar muito mais do que precisava", desabafa. O jovem afirma ainda que, ao questionar a irregularidade, ouviu que a empresa "perde dinheiro" entrando nessas ruas. "Mas quem perde o compromisso somos nós", lamenta.
Ele também relatou que já buscou a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) diversas vezes para denunciar o descaso, mas as respostas são sempre protocolares. "Eles respondem sempre a mesma coisa, que vão analisar o caso. Mas o tempo passa e tudo continua igual, sem nenhuma mudança efetiva no serviço", critica o jovem.
O que diz o Rio Ônibus
PublicidadeDe acordo com estudante Matheus Langoni, de 22 anos, o problema começa logo na saída de Copacabana. Ele relata que muitos veículos saem do ponto final sem identificação. "Eles (os motoristas) voltam a ligar o letreiro somente na Avenida Princesa Isabel ou, às vezes, só depois da Cidade Nova. Sei disso porque acompanho pelo aplicativo que mostra o número do carro e a linha em tempo real", afirma.
Outra reclamação frequente dos passageiros é sobre o abandono de ruas previstas no itinerário na região da Grande Tijuca. Ao chegar à Praça da Bandeira, em vez de acessar as ruas Ibituruna e General Canabarro, os motoristas estariam seguindo direto pela Avenida Rei Pelé (Radial Oeste). A justificativa dada pelos profissionais da linha aos passageiros é de que o fluxo intenso da manhã (agravado pela movimentação de pais em portas de escolas e sinais demorados), provocaria "prejuízo financeiro" para a empresa.
Para João Marcelo, também estudante de engenharia de 22 anos, a mudança impacta diretamente no horário de chegada à faculdade. "Somos reféns do transporte público. Agora preciso caminhar muito mais do que precisava", desabafa. O jovem afirma ainda que, ao questionar a irregularidade, ouviu que a empresa "perde dinheiro" entrando nessas ruas. "Mas quem perde o compromisso somos nós", lamenta.
Ele também relatou que já buscou a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) diversas vezes para denunciar o descaso, mas as respostas são sempre protocolares. "Eles respondem sempre a mesma coisa, que vão analisar o caso. Mas o tempo passa e tudo continua igual, sem nenhuma mudança efetiva no serviço", critica o jovem.
O que diz o Rio Ônibus
Procurado pelo O DIA, a Rio Ônibus se limitou a informar, por meio de nota, que "a empresa vai averiguar a denúncia e tomar as providências cabíveis".
*Reportagem da estagiária Maria Clara Corrêa sob a supervisão de Flávio Almeida
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