Estátua do compositor Cazuza foi vandalizada Érica Martin / Agência O Dia
Publicado 11/04/2026 13:56 | Atualizado 11/04/2026 14:03
Rio - A estátua do compositor Cazuza voltou a ser alvo de vandalismo no Leblon, na Zona Sul. Os óculos de sol em bronze, que compõem a obra feita pela artista Christina Motta, foram furtados. O monumento, inaugurado em 2016 em homenagem a um dos maiores poetas do rock brasileiro, já havia sofrido com a ação de vândalos em 2021.
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De acordo com moradores do bairro e frequentadores da Praça Cazuza, onde fica a estátua, o crime teria acontecido há cerca de um mês, durante um temporal.
"Você conserta e logo depois acontece de novo. De madrugada a segurança é quase inexistente", lamentou Maria de Fátima, de 32 anos, atendente de uma loja na região.
Ela afirmou, ainda, que episódios de desrespeito no local são comuns, como pessoas em situação de rua urinando em volta da estátua. 

Para quem conheceu o artista, a dor do vandalismo é ainda mais profunda. O músico e compositor João Ferreira Lima Filho, de 68 anos, que conviveu com Cazuza nas noitadas do Leblon, sente a falta do acessório como um pedaço retirado da própria história do bairro. "Ele era malucão, era feliz aqui com Tim Maia, Renato Russo... Ver isso hoje é uma covardia. As pessoas chegam de longe para tirar foto e encontram esse pedaço faltando."

Histórico de ataques
Em 2021, o monumento já havia passado pelo mesmo problema. Na época, Lucinha Araújo, mãe do cantor, providenciou a reposição da peça. 
Cazuza (1958–1990) entrou para a história como uma das maiores vozes do rock nacional e da MPB. Ficou famoso como líder da banda Barão Vermelho nos anos 80 antes de seguir carreira solo, marcando gerações com letras intensas, abordando amor, rebeldia e crítica social.
Procurada, a PM informou que não foi acionada para a ocorrência.
A Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) informou que irá fazer uma vistoria no local e providenciar o reparo do óculos da estátua, assim como fez em outros furtos em monumentos de personalidades, como Carlos Drummond de Andrade e Betinho. 
* Reportagem da estagiária Maria Clara Corrêa, sob supervisão de Raphael Perucci
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