Daniel Lourenço dos Santos desapareceu após pegar um trem em Engenheiro PedreiraReprodução
Publicado 13/04/2026 20:31 | Atualizado 13/04/2026 20:42
Rio - Um jovem desapareceu após sair de casa, em Engenheiro Pedreira, em Japeri, na Baixada Fluminense, para uma festa no Centro do Rio, no sábado passado (11). Daniel Lourenço dos Santos, de 23 anos, foi visto pela última vez ao ser deixado pela mãe na estação de trem. Ele usava uma calça bege, tênis preto e camisa preta com listras brancas.
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Nesta segunda-feira (13), Natalicia da Silva Lourenço, mãe de Daniel, revelou ao DIA que esta é a primeira vez que o jovem fica tanto tempo sem dar notícias. Segundo ela, o telefone dele não completa chamadas.
"Eu levei ele, no sábado, na estação de trem, em Engenheiro Pedreira, por volta das 18h25. Ele ia pegar o trem das 18h27. Ainda cheguei a parar com a moto e ligar para ele, pensando que ele tinha perdido o trem, porque tinha acabado de sair um, mas sentido Japeri. Ele falou: ‘Não, mãe, eu não perdi, porque meu trem é subindo, esse é descendo’. E eu falei: ‘Então tudo bem, meu amor, vai com Deus, eu te amo’. Ele foi e agora não sei mais dele”, disse, desesperada.
Segundo Natalicia, Daniel tinha como destino a Central do Brasil, já que ia a uma festa no Centro. Mas o jovem nunca chegou até lá, já que, de acordo com a mãe, seu ingresso não deu entrada no evento.
Estudante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Daniel mora em uma república na Mangueira. Mas, de acordo com a mãe, ele passa os fins de semana em casa, com a família. “A dona da república falou acha que viu ele passar lá no sábado, mas ela deve estar olhando as câmeras para ter certeza”, disse.
Familiares e amigos deram falta dele apenas nesta segunda-feira. Segundo Natalicia, todos acharam que ele tinha ido à festa e havia tirado o domingo (12) para descansar. Sem entrar em contato desde a noite de sábado, o sumiço de Daniel começou a preocupar.
“Minha mãe ligou para ele no domingo, por volta de meio-dia. Eu estava na cozinha, fazendo o almoço, e ela ligou. Alguém atendeu o telefone dele, não falou nada, e desligou. Minha mãe pensou que Daniel estivesse dormindo, já que veio de uma festa à noite. Nós não sabíamos de nada. Na nossa cabeça, pensamos que ele estaria dormindo e falaria com a gente depois, porque ele disse que voltaria para casa no domingo à noite, mas ele não veio. É normal ele não mandar muita mensagem, mas o telefone dele já não chama mais”, relatou.
De acordo com Natalicia, amigas próximas de Daniel conseguiram desbloquear o computador dele e viram que, após o desaparecimento, houve tentativa de compra com o cartão de crédito do jovem, mas ainda não haviam descoberto a loja ou a localização da última movimentação.
Daniel não costumava ficar tanto tempo sem dar notícias. Segundo Natalicia, ele também não possuía desavenças ou histórico de brigas. A família e os amigos também não notaram nenhum comportamento anormal por parte do jovem nos últimos dias.
“Ele não é de fazer essas coisas. Sempre foi de avisar onde vai. Acho que todo mundo gostava do meu filho, ele é muito de paz. Ele estava normal, não teve mudança nenhuma no comportamento dele”, afirmou.
Dançarino, Daniel se preparava para um evento que faria ao lado das amigas. Antes de desaparecer, ele foi fazer fotos no período da manhã e, depois do compromisso, foi à barbearia de costume.
“Ele estava se preparando para dançar com as amigas em uma festa da prefeitura. Ele foi tirar foto no sábado cedo, de manhã. Depois retornou, foi na barbearia que ele costuma cortar o cabelo e voltou para casa. Ficou mais um pouco, tomou um banho, comeu alguma coisa e eu levei ele até a estação”, narrou.
Desesperada, sem saber o paradeiro do filho, Natalicia, que trabalha no Humaitá há 12 anos, disse que ficou desorientada quando soube do desaparecimento.
“E fiquei desesperada. Larguei o trabalho, tudo. Eu não conseguia andar. Fiquei por um período no meu trabalho parada, sentada, só chorava e a minha patroa me acalmando pelo telefone. Eu não sabia como sair dali, estava presa. Amanhã (terça) eu vou aos hospitais, para ver se eu acho ele em alguma enfermaria, em algum hospital. Eu não sei mais o que fazer”, disse ela, que não conteve as lágrimas.
“Eu venho pedindo muito a Deus. Agora até não estou conseguindo mais pensar, falar com Deus de tanta coisa que passa na cabeça. Eu não estou conseguindo. Enquanto eu não souber dele eu não vou conseguir fazer nada. Estou atada”, desabafou.
De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado na 63ª DP (Japeri) e encaminhado ao setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
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