Publicado 14/04/2026 14:12 | Atualizado 14/04/2026 16:01
Rio - Policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam, nesta terça-feira (14), um casal por torturar a própria filha, de apenas 1 mês, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Contra os dois, foi cumprido mandado pelos crimes de tortura e estupro de vulnerável.
PublicidadeA prisão ocorreu no hospital em que a criança está internada, após ela dar entrada com ferimentos graves. De acordo com laudos médicos, a bebê apresenta múltiplas fraturas nas costelas, hematomas na cabeça e uma lesão grave no ânus, com indícios de violência sexual, ainda sob investigação.
Exames também apontaram que a criança possuía lesões em diferentes estágios, indicando que os maus-tratos vinham ocorrendo de forma contínua. A bebê permanece internado em estado grave. Segundo os agentes, o pai já havia sido condenado anteriormente por tortura contra outra filha.
Exames também apontaram que a criança possuía lesões em diferentes estágios, indicando que os maus-tratos vinham ocorrendo de forma contínua. A bebê permanece internado em estado grave. Segundo os agentes, o pai já havia sido condenado anteriormente por tortura contra outra filha.
A delegada responsável pelo caso, Maria Luiza Machado, deu detalhes sobre a investigação que resultou na prisão dos pais da neném. "A Polícia Civil, por intermédio da DCAV, realizou o cumprimento de prisão temporária de dois pais pelos crimes de tortura e estupro de vulnerável contra sua filha, uma bebezinha de simplesmente 50 dias. Esse caso chegou para a gente no domingo (13), quando foi relatada a entrada desse bebê no hospital. No momento, iniciaram diversos exames que verificaram que ela apresentava muitas lesões, antigas e recentes, nas costelas, no cérebro e fundo de olho", iniciou a delegada.
"Isso levantou a suspeita da equipe por parte dos profissionais vinculados ao caso. Nesse sentido, a delegacia foi acionada, compareceu ao local, e lá, fomos informados que além dessa situação, também havia um caso de possível violência sexual contra essa criança. Na medida em que os órgãos genitais foram analisados e havia extrema vermelhidão e sangramento", continuou.
Em seguida, Maria Luiza contou como procedeu a investigação. "Com base nisso, a Polícia Civil, por intermédio da DCAV, compareceu ao hospital e verificou com a médica vinculada ao caso e também com uma assistente social, identificando que não havia contato de qualquer outro familiar ou outras pessoas com essa criança. Que o contato dela era estritamente com a sua mãe e seu pai. Eles também não apontaram nenhum tipo de situação que poderia justificar os traumas, especialmente considerando que as lesões eram antigas e recentes".
"Então, a gente efetuou o pedido de prisão temporária perante o plantão do Poder Judiciário, que foi prontamente deferido. E na data de hoje, conseguimos efetivar a prisão em face desses dois investigados. Nesse sentido, eles foram conduzidos para a delegacia e agora a investigação continuará, visando que eles sejam efetivamente responsabilizados pelo que cometeram", finalizou.
O DIA também entrou em contato com a Prefeitura e a Secretaria de Saúde de Nova Iguaçu a respeito de mais informações sobre o estado de saúde da vítima, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.
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