Daniel Lourenço dos Santos foi encontrado morto no Hospital Municipal Salgado FilhoReprodução
Publicado 14/04/2026 19:20
Rio - Foi encontrado morto, nesta terça-feira (14), o jovem que estava desaparecido depois de ser visto pela última vez na estação de trem de Engenheiro Pedreira, em Japeri, na Baixada Fluminense, antes de ir à uma festa no Centro do Rio, no último sábado (11). Daniel Lourenço dos Santos, de 23 anos, foi localizado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte. Ainda não se sabe com exatidão o que aconteceu com ele.
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Ao DIA, Maria Eduarda, produtora da companhia de dança que Daniel fazia parte e amiga pessoal dele, contou que, a princípio, chegou até a família a informação de que ele havia sido atropelado próximo à estação de trem de Sampaio, na Zona Norte, mas há informações de que talvez ele tenha sido agredido.
“A gente se separou para procurar nos hospitais hoje. Um amigo dele, que mora próximo ao Salgado Filho, foi até lá e reconheceu o Daniel. Quando chegou lá, ele já estava morto. Deu entrada no sábado, mas a gente não sabe como ele chegou até o hospital. A princípio, nos foi informado que o Daniel havia sido atropelado próximo à estação de Sampaio. Porém, chegou até a gente a notícia de que o Daniel foi agredido covardemente, não sabemos se foi caso de homofobia ou tentativa de assalto, porque levaram todos os pertences dele: documentos, telefones, tudo o que ele tinha”, relatou.
Segundo Maria Eduarda, como Daniel deu entrada no hospital sem documentos, a família enfrentou problemas para a liberação do corpo. Quando for liberado, ele será encaminhado ao Instituto Médico Legal. Ainda não há informações sobre velório e enterro.
Nesta segunda-feira (13), a mãe de Daniel contou ao DIA que Daniel saiu de casa para ir à uma festa no Centro do Rio, mas, após conseguirem acessar o computador do jovem, foi descoberto que ele nunca chegou lá, já que seu ingresso não havia sido registrado na entrada. De acordo com Maria Eduarda, ele foi encontrado próximo à estação de Sampaio, na Zona Norte.
Sobre a distância entre o destino final e onde ele teria sofrido o acidente, Maria Eduarda explicou que Daniel iria para uma pré-festa antes do evento com alguns amigos. Segundo ela, o dançarino provavelmente estava acompanhado no momento em que foi atacado, mas ainda não se sabe quem são esses amigos.
“Olhando nas conversas dele no WhatsApp, soubemos que ele iria para uma pré-festa com alguns amigos e a gente só descobriu isso hoje. A princípio a gente não tem noção de quem estava com ele, a gente sabe que ele não estava sozinho, porque o Daniel é um jovem que tem muito esse receio de ir a lugares que não conhece sozinho. A gente está olhando no tablet dele, para ver se tem alguma coisa, e achamos até mensagem de pessoas perguntando ‘o que aconteceu ontem’, no dia seguinte à festa, no domingo, como se alguém tivesse encontrado ele e depois ele tivesse sumido. Mas a gente não sabe quem são essas pessoas”, contou.
De acordo com Maria Eduarda, chegaram a passar um trote para a mãe de Daniel, como tentativa de golpe, dizendo que estavam com o jovem. “Hoje de manhã ligaram para ela, porque o número dela está nas redes, e disseram que estavam com ele. Tentaram fazer esse golpe com ela, mas logo viram que não era verdade. Ela chegou a ir à delegacia para dar queixa dessa falsa ligação”, disse.
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