Publicado 14/04/2026 22:21 | Atualizado 14/04/2026 22:30
Rio - O júri popular de Brendon Alexander Luz da Silva, o Tota, acontece nesta quarta-feira, a partir das 11h. Ele é o terceiro réu do processo que julga o assassinato de Moïse Kabagambe, morto em janeiro de 2022. O jovem congolês de 24 anos foi agredido até a morte após ter cobrado o pagamento atrasado em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, Zona Sudoeste.
PublicidadeDe acordo com as investigações da Polícia Civil, o jovem foi violentamente espancado durante cerca de 13 minutos com socos, chutes, tapas e um taco de beisebol. Mesmo sem reagir, ele foi derrubado, imobilizado e amarrado, ficando completamente indefeso diante das agressões. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Brendon foi o responsável por imobilizar a vítima.
Imagens das câmeras de segurança do quiosque registraram toda a ação e chocaram o país. Em um dos momentos mais marcantes, dois dos acusados aparecem posando para uma foto ao lado da vítima desacordada, fazendo um gesto de descontração, o que evidenciou a frieza dos envolvidos.
Brendon é o último dos três denunciados como executor a ser julgado. Em março de 2025, os outros dois réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 40 anos de prisão em regime fechado. Na ocasião, o Conselho de Sentença acolheu a denúncia do MPRJ, reconhecendo que o crime foi cometido por motivo banal, com extrema crueldade e sem possibilidade de defesa para a vítima. Já Brendon não foi julgado na época porque a defesa do réu recorreu e o nome dele foi desmembrado do processo originário.
O trio alegou, na época, que o ataque teria começado após o congolês, supostamente embriagado, tentar pegar uma cerveja da geladeira do quiosque de onde havia sido dispensado cinco dias antes. A morte de Moïse Kabagambe teve grande repercussão nacional e internacional, gerando protestos e debates sobre racismo, violência e exploração de trabalhadores, especialmente imigrantes e refugiados.
Imagens das câmeras de segurança do quiosque registraram toda a ação e chocaram o país. Em um dos momentos mais marcantes, dois dos acusados aparecem posando para uma foto ao lado da vítima desacordada, fazendo um gesto de descontração, o que evidenciou a frieza dos envolvidos.
Brendon é o último dos três denunciados como executor a ser julgado. Em março de 2025, os outros dois réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 40 anos de prisão em regime fechado. Na ocasião, o Conselho de Sentença acolheu a denúncia do MPRJ, reconhecendo que o crime foi cometido por motivo banal, com extrema crueldade e sem possibilidade de defesa para a vítima. Já Brendon não foi julgado na época porque a defesa do réu recorreu e o nome dele foi desmembrado do processo originário.
O trio alegou, na época, que o ataque teria começado após o congolês, supostamente embriagado, tentar pegar uma cerveja da geladeira do quiosque de onde havia sido dispensado cinco dias antes. A morte de Moïse Kabagambe teve grande repercussão nacional e internacional, gerando protestos e debates sobre racismo, violência e exploração de trabalhadores, especialmente imigrantes e refugiados.
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