Publicado 15/04/2026 16:11 | Atualizado 15/04/2026 18:55
Rio - Terminou em impasse a primeira reunião entre o Sindicato de Rodoviários e o Rio Ônibus sobre as reivindicações da categoria para o reajuste salarial deste ano. Na manhã desta quarta-feira (15), representantes das entidades avaliaram os pedidos na sede do sindicato na Rua Camerino, no Centro.
PublicidadeDurante a reunião, o Rio Ônibus afirmou que não há possibilidade de atender plenamente o desejo do sindicato, já que a Prefeitura do Rio não tem cumprido o acordo assinado judicialmente e não tem repassado os valores combinados de forma integral.
“As empresas e consórcios afirmam que não existem motoristas qualificados, mas na verdade são as empresas que não querem pagar um salário digno e que corresponda a um profissional que tem a responsabilidade de transportar diariamente milhares de usuários, e que precisa ter a tranquilidade de que ao final do mês receberá um salário correspondente. Não tenho dúvida que se eles, empresários, oferecerem um salário dentro da realidade e condições de trabalho, a fila na porta das garagens será enorme”, afirmou Sebastião José, presidente do sindicato.
Entre as reivindicações da categoria, estão a mudança da data base para 1º de março; salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas; fim do contrato temporário e contratação no regime CLT para os profissionais do BRT; ticket alimentação de R$ 1 mil; jornada de trabalho 5x2; manutenção do passe livre; indenização dos 30 minutos do intervalo almoço; além de plano de saúde e odontológico.
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, o Rio Ônibus foi contra o solicitado e alegou que os pedidos da entidade foram muito altos. Uma contraproposta deve ser apresentada em nova reunião, marcada para 30 de abril.
Por meio de nota, o Rio Ônibus confirmou apenas que a reunião foi feita e informou que “as conversas estão em fase inicial e seguem em andamento entre as partes”. A Secretaria Municipal de Transportes informou que "os repasses da Prefeitura do Rio aos consórcios de ônibus, referentes ao subsídio do sistema municipal, estão sendo realizados regularmente e dentro dos critérios estabelecidos no acordo judicial".
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