Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj nesta sexta-feira (17)Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Publicado 17/04/2026 17:11
Rio - Após vencer a eleição para presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL) afirmou, em coletiva de imprensa, que se reuniria com o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, ainda nesta sexta-feira (17) para discutir os próximos passos diante da crise institucional do estado.
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Embora Ruas, agora como presidente da Alerj, se tornasse o próximo na linha sucessória ao Governo do Estado, o deputado ainda não sabe se irá será governador interino, já que o futuro do cargo ainda está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós sabemos que tem uma outra questão em relação ao cargo de governador sendo discutida no STF. Essa casa não dará nenhum passo se não for através do diálogo com as demais instituições. O que nós estamos buscando aqui é a normalidade institucional. Eu pretendo procurar o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e, depois que tivermos esse diálogo, a gente vai tomar as decisões que sejam as melhores para os cidadãos do estado do Rio”, afirmou.

Para Douglas Ruas, sua eleição foi mais um passo para que a normalidade institucional volte a ser retomada no estado. O parlamentar voltou a falar sobre o diálogo entre as instituições e disse que todas as decisões futuras com relação ao cargo de governador devem ser tomadas com cuidado.

“Nós estamos dando um passe na retomada da normalidade institucional do estado do Rio de Janeiro. Creio que o STF, em breve, tomará a melhor decisão. Nós temos um cenário de extrema excepcionalidade e temos que agir com calma nesse momento e com diálogo para buscar o melhor”, alegou.

Sobre as medidas adotadas por Ricardo Couto, como auditorias em secretarias e revisão de contratos, o atual presidente da Alerj elogiou e voltou a parabenizar a decisão do governador interino.

“Toda auditoria e todo o controle, seja ele interno ou externo, é sempre bem-vindo. O poder legislativo tem esse papel de fiscalizar o governo do estado e quando o governo do estado tem uma iniciativa de, internamente, já buscar sua auditoria, buscar a correção, é louvável. Estamos diante de um déficit fiscal de R$ 19 milhões. Sem sombra de dúvida, se faz necessário algumas medidas que possam cortar gastos e equalizar as contas públicas no estado do Rio de Janeiro”, disse.

Ruas também falou sobre a grandiosidade das decisões de Couto, mesmo que ele não fique no cargo por muito tempo. “Quando a gente assume um cargo de gestão, não dá para deixar de fazer algo pensando em quanto tempo vai estar naquela condição. Enquanto estamos no exercício de determinado cargo, temos que tomar todas as providências que julgamos ser cabíveis e necessárias para o momento, independente do prazo que fique à frente de determinado poder”, afirmou.

Caso o cenário em que assuma interinamente o cargo de governador aconteça, Ruas afirmou que pode ser que aproveite as mudanças feitas por Couto.

“Assumindo como governador em exercício, é óbvio que a gente vai aproveitar aquilo que já foi feito, aperfeiçoar o que pode aperfeiçoar e, sem sombra de dúvida, as contas públicas são um grande desafio do estado. Temos que buscar o equilíbrio fiscal e não tenho dúvidas que o caminho é cortar gastos”, contou.

Durante a coletiva, o deputado citou a mudança de cenário no estado e como sua eleição pode mudar as interpretações dos ministros do STF sobre quem assumirá o cargo de governador. “O ministro do Supremo Tribunal Federal avaliou a situação fática posta naquela data, em que ele proferiu a liminar, e agora nós temos um fato novo”, apontou.

Douglas Ruas voltou a defender a eleição direta para o cargo de governador e garantiu que o tema precisa de regras mais claras na legislação para que imbróglios como este sejam evitados futuramente.

“Eu sempre me manifestei a favor das eleições diretas. A gente tem um grande desafio de se tornar conhecido pelo estado e eu acredito que uma eleição direta seria uma grande oportunidade, e acredito muito que o exercício pleno da democracia passa pelo voto direto, quando o nosso cidadão sai de casa e vai até as urnas para escolher os seus governantes”, afirmou.
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