Pessoas que frequentam o Maracanã pedem mais segurançaÉrica Martin/Agência O Dia
Publicado 20/04/2026 17:03 | Atualizado 20/04/2026 17:27
Rio - Frequentadores que utilizam o entorno do Maracanã, na Zona Norte do Rio, para prática de atividades físicas, relatam um clima de insegurança. Eles pediram mais policiamento, além dos agentes presentes, afirmando que o número de viaturas em determinados horários e locais, especialmente à noite e na Avenida Rei Pelé, é menor.
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Maria Clara, de 19 anos, esconde os pertences com receio de assalto. "Não me sinto segura. Celular, chave e o fone estão malocados". Ela ainda aponta as diferenças da avenida e a Rua Professor Eurico Rabelo.
"Fica um pouco mais movimentado por causa da estátua e do turismo. Mas por aqui [Rei Pelé] eu acho mais perigoso. Nessa parte aqui eu volto andando mais rápido. Até com outras pessoas, os homens já ficam olhando. Sem companhia então... Eles veem uma mulher sozinha como alvo fácil", diz a estudante de Direito.
Samira Santos, de 22 anos, também ressalta que a sensação de insegurança para as mulheres, principalmente desacompanhadas, é maior. "É bem perigoso andar por aqui sozinha. Principalmente se você for mulher, andando sozinha é mais perigoso ainda", afirma ela.
De acordo com a estudante de Jornalismo, a presença de agentes, que estavam em frente ao estádio, também diminui em feriados e na parte da noite. "Eu acho que tem mais policiamento na [Eurico Rabelo]. Aqui [Avenida Rei Pelé] tem muito pouco, só tem mais em dia de jogo. Mas assim, em feriado e quando está mais de noite, já não tem nada".
O advogado Márcio Maia, de 56 anos, se sente seguro pelo local ser movimentado, mas aponta a necessidade de mais policiamento: "Me sinto seguro porque eu vejo as pessoas caminhando. Às vezes tem policiamento. Na Eurico Rabelo tem. Sinto falta de policiamento nessa parte."
"Essa parte aqui do Maracanã, às vezes, na parte da manhã, passa um carro da polícia. E depois não vejo mais. Me sinto seguro pelas pessoas, porque tem bastante pessoas correndo. Mas deveria ter mais policiamento na Rei Pelé", complementa ele, que faz hidroginástica no Parque Aquático Júlio Delamare.
Apesar de não sentir medo ao andar de bicicleta pelo local, Arthur Adayme costuma acelerar quando passa pela avenida. "Na Rei Pelé eu não vi quase nenhum [policiamento]. Mas na Eurico Rabelo, sim. Me sinto um pouco seguro. Eu passo mais rápido aqui nessa parte, eu dou um pique. Então, eu nem ligo muito", conta o estudante de Engenharia, de 18 anos.
O técnico em Infraestrutura Miguel Dietrich, de 23 anos, menciona outros pontos com pouca presença de policiais: "Não me sinto nada seguro andando por aqui. Sem falar que naquela parte ali, daquela rampinha que leva lá para o lado do São Cristóvão para Mangueira, tem pouco policiamento", diz.
Polícia Militar
Em nota enviada ao DIA, a Polícia Militar informou que os roubos e assaltos na região diminuíram.
"De acordo com os últimos dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), num comparativo entre os dois primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, houve queda de 68% nos roubos a transeuntes e queda de 19% nos roubos de veículos na área de policiamento do 6º BPM (Tijuca), responsável policiamento no Bairro do Maracanã (...) Vale ressaltar que, na maioria dos casos, os crimes desta natureza são cometidos por cidadãos em situação de vulnerabilidade nas ruas, sob dependência química e com alto índice de reincidência, num conjunto de fatores que transcende a atuação única e exclusiva da Polícia Militar", informa um trecho do texto.
Já a Polícia Civil afirmou que eles podem investigar apenas quando uma ocorrência for registrada.
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