Mostra propõe uma experiência sensível, levando o público a acionar engrenagensDivulgação / Leonardo Ferraz
Publicado 25/04/2026 08:45 | Atualizado 25/04/2026 08:51
Rio - A Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, recebe a exposição têxtil "Automata". A mostra convida o público, a partir da próxima segunda-feira (27), a revisitar a memória por meio de outras narrativas como a ancestralidade e a resistência dos povos originários.

Lançada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio no dia 22 de abril, data historicamente associada à chegada dos portugueses ao Brasil, a exposição ficará em cartaz até o dia 29 de maio, de segunda a sexta, das 10h às 17h. A entrada é gratuita, e todas as obras contam com o serviço de audiodescrição.
Publicidade


A mostra propõe uma experiência sensível, levando o público a acionar engrenagens que colocam os bordados em movimento e revelam narrativas visuais ligadas à ancestralidade, à memória e à permanência viva das culturas indígenas no Brasil.

"Entendemos que a nossa riqueza cultural, um dos principais ativos brasileiros para o mundo, é legado da nossa ancestralidade. E abrir as portas de um equipamento público, localizado no centro do Rio de Janeiro, para uma exposição tão importante quanto essa, é reafirmar nosso compromisso com esse legado", reforça a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

A mostra é composta por 30 obras, divididas em duas séries. A primeira reúne bordados livres que apresentam imagens metafóricas ligadas às memórias familiares da artista Aline Bagre e à ancestralidade Goytacá. Para Aline, "Automata" surge da vontade de ativar lembranças que pareciam imobilizadas pelo tempo.

"A gente pensou em misturar bordado e madeira com engrenagens para fazer o bordado ganhar vida, como um filme. A motivação foi criar um jeito de 'mexer' na lembrança, fazendo com que imagens que pareciam paradas no tempo voltassem a se movimentar com a ajuda do público", explica.

Já a segunda série é fruto da colaboração com o artista Anthony Brito, responsável pela criação dos mecanismos que dão movimento às obras. Ao acionar manivelas e engrenagens, o público revela pequenas narrativas visuais que se desdobram no tempo.

Para Anthony, o impacto da exposição está justamente na experiência de descoberta. "As obras não estão todas visíveis. Cada pessoa precisa manipular a peça para ir descobrindo as micro-histórias. Cada engrenagem vai levando o público para dentro da 'mata'", afirma.

SERVIÇO

Período: de 22 de abril a 29 de maio
Funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados
Local: Biblioteca Parque Estadual
Entrada gratuita
Leia mais