Praça Afonso Pena teve o policiamento reforçado pela Força MunicipalÉrica Martin / Agência O Dia
Publicado 26/04/2026 14:47 | Atualizado 26/04/2026 14:57
Rio - A Força Municipal iniciou, neste domingo (26), as ações de patrulhamento na Tijuca, na Zona Norte do Rio, na região da estação São Francisco Xavier e a Praça Afonso Pena. Moradores ouvidos pelo DIA elogiaram o reforço na segurança e contaram que a área estava sofrendo com violência diária.
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"Moro na Tijuca há 8 anos, aqui próximo à praça. Está tendo muito assalto a pedestre, ficamos sabendo de ao menos um caso todos os dias. Essa área está precisando de um reforço na segurança, porque está bem complicado. Há dois dias atrás, vimos um assalto às 14h. Então, acho excelente esse reforço na segurança, a praça estava abandonada e a Polícia Militar não estava dando conta", lamenta a farmacêutica Priscila Guedes, de 46 anos, que relatou sobre um arrastão na saída do metrô recentemente.
O novo perímetro seguirá o mesmo modelo operacional adotado nas demais regiões onde a corporação atua. As equipes da divisão de elite da Guarda Municipal patrulham com base na análise de dados, a partir de indicadores e de manchas criminais, focando nos crimes de roubo e furto.
A previsão é de que outras 17 áreas sejam incorporadas progressivamente. O repórter cinematográfico Alexsandro Silva, de 45 anos, destaca que a segurança precisa ser reforçada na cidade como um todo, principalmente na Grande Tijuca.
"As expectativas são as melhores para termos mais segurança e acredito que vai dar certo. Em todo o Rio de Janeiro, principalmente na Tijuca, tem muitos furtos e roubos. É importante inibir esses crimes e nós tijucanos estamos esperançosos", pontua Alexsandro.
A administradora aposentada Neusa Alves, de 66 anos, relata que a Tijuca é um bairro com muitos moradores idosos e assaltos representam riscos para a integridade física das vítimas. 
"Precisamos de segurança, mais câmeras que ajudem a identificar os criminosos, além de inibir os crimes. Aqui na Tijuca está com muitos assaltos e tem muitos idosos. Eu, por exemplo, tenho prótese no quadril, não posso cair no chão. Então esses assaltos são perigosos", explica.
O secretário de Segurança Urbana do Rio, Breno Carnevale, e o subprefeito da Grande Tijuca, Higor Gomes, acompanharam o início da atuação da Força Municipal. Eles destacam que a região apresentou uma alta na incidência de roubos e furtos, se tornando um perímetro de atenção por parte da divisão de elite.
"O levantamento da mancha criminal é feito pela própria Força Municipal. A Tijuca é um local que clama por segurança, sobretudo a Grade Tijuca, e muitos moradores relatam isso. Andando por aqui, as pessoas pedem o apoio da segurança pública e a Força Municipal é muito bem-vinda aqui. Estamos com uma expectativa maravilhosa, não tenho dúvidas de que é um projeto de muito sucesso. A Força Municipal atua em um perímetro e tem pontos de maior atenção, como a Praça Saens Peña", aponta o subprefeito.
Carnevale acrescenta que, apesar de ainda não ter dados oficiais, tem percebido a capacidade da Força Municipal de prevenir crimes em suas áreas de atuação. Os agentes vão para as ruas com missões dirigidas, com câmeras corporais individualizadas com GPS, monitorados pela equipe na Sala de Monitoramento Operacional, no Centro de Operações e Resiliência (COR).
"Contamos com agentes bem preparados, armados, com instrumentos de menor potencial ofensivo, câmera corporal, GPS, patrulhamento a pé, por moto e viatura… Nosso objetivo é que a população veja a ostensividade da Força Municipal, faremos abordagens preventivas a comportamentos suspeitos. Ainda não temos um balanço oficial, mas temos percebido a capacidade da Força Municipal de estar no local certo e hora certa. Isso tem resultado em apreensões, crimes evitados e prevenção, que é o nosso papel", esclarece o secretário.
Os agentes começaram a atuar na cidade em 15 de março. Ao longo do primeiro mês, as ações resultaram em 807 abordagens, 215 conduções à delegacias e 116 registros de ocorrência. A expansão para a Tijuca marca o início da atuação da Força Municipal na Zona Norte, dentro da chamada Base Operacional Norte. Até agora, o policiamento estava concentrado em quatro áreas:
- Rodoviária do Rio x Terminal Gentileza x Estação Leopoldina, no Santo Cristo, na Zona Portuária;
- Jardim de Alah, na Zona Sul;
- Avenida Presidente Vargas x Campo de Santana x Central do Brasil x Cinelândia, no Centro;
- Calçadão x Estação de trem de Campo Grande.
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