Publicado 27/04/2026 09:57 | Atualizado 27/04/2026 13:14
Rio - A Polícia Civil realizou, nesta segunda-feira (27), a Operação Rastro Digital, contra uma quadrilha especializada em golpes digitais. De acordo com a corporação, o grupo se passava por uma plataforma oficial de pagamentos e utilizava maquininhas de cartão para as transações fraudulentas.
PublicidadeAgentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) cumprem mandados de busca e apreensão em endereços no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Durante a ação, duas pessoas foram presas. Também foram apreendidos dois simulacros de arma de fogo, uma arma de fogo com sinais de remarcação, diversas munições intactas de calibres diversos, inclusive de fuzil, aproximadamente R$ 8 mil em espécie, 23 máquinas de cartão, cinco aparelhos celulares e dois tablets.
São alvos da ação: Isaque de Lima Reis Pereira, Lorran Duque de Souza Sobrinho, Leonardo Souza de Oliveira Borges e Denis Santos de Paulo.
A arma e os simulacros foram encontrados na casa de Isaque de Lima Reis Pereira. Ele foi preso em flagrante. O segundo detido, Paulo Oliveira de Souza, tinha um mandado de prisão em aberto contra ele por golpes eletrônicos.
“Agora, a partir de todo o material apreendido, a gente vai dar continuidade às investigações, tentar estabelecer os vínculos entre esses autores para tentar recuperar pelo menos parte do dinheiro da vítima, efetuar a prisão efetiva desses demais autores e beneficiários, porque a gente sabe que a associação criminosa deles não termina nesses quatro. A gente sabe que tem muito mais gente envolvida”, afirmou a delegada Camila Pegorim, titular da DRCI, à imprensa.
Vítima caiu no golpe através de anúncio nas redes sociais
As investigações tiveram início em 2025, quando uma vítima caiu no golpe depois de buscar informações sobre aumento do limite de cartão de crédito. Segundo apurado, os criminosos usavam anúncios nas redes sociais, com aparência legítima, para atrair e enganar as vítimas.
Após clicar no anúncio, a vítima foi direcionada a criminosos que se apresentavam como representantes de uma plataforma financeira conhecida, onde passaram a atuar como falsos atendentes e induziram a vítima a realizar procedimentos supostamente necessários para liberação do benefício pretendido.
Durante o golpe, houve movimentações financeiras indevidas e transações não reconhecidas. Após o registro da ocorrência, a DRCI iniciou o trabalho técnico de rastreamento digital e financeiro, em que foram analisados registros de transações, dados telemáticos, vínculos entre contas, linhas telefônicas utilizadas na abordagem e elementos relacionados ao fluxo dos valores obtidos com o crime.
“Além das transações que a vítima já tinha feito, acreditando estar falando com a operadora financeira, ela verificou duas transações bancárias através de cartão de crédito que ela não reconhecia. Os criminosos captaram os dados particulares da vítima nessa conversa, que simulava ser com a empresa oficial, dados bancários dela, inclusive dos cartões de crédito dessa empresa financeira, e a partir disso eles fizeram as transações não reconhecidas”, explicou a delegada.
As investigações identificaram indícios de participação de diferentes pessoas. De acordo com a corporação, foram utilizadas maquininhas de cartão e valores foram repassados a terceiros, para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Em um dos casos, as transações foram vinculadas a equipamentos registrados no nome de um dos investigados. Ele foi ouvido na delegacia e confirmou ser o dono de oito máquinas, supostamente utilizadas em eventos de uma casa de shows no Recreio dos Bandeirantes. Depois, o homem admitiu ter facilitado as operações a pedido de outro envolvido.
No total, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em endereços residenciais e em um estabelecimento comercial utilizado para armazenar as máquinas de cartão usadas nos golpes.
Todo o material arrecadado será submetido à análise pericial e investigativa. O inquérito prossegue para esclarecer integralmente a dinâmica criminosa, identificar eventuais outros envolvidos e promover a responsabilização penal cabível.
Durante a ação, duas pessoas foram presas. Também foram apreendidos dois simulacros de arma de fogo, uma arma de fogo com sinais de remarcação, diversas munições intactas de calibres diversos, inclusive de fuzil, aproximadamente R$ 8 mil em espécie, 23 máquinas de cartão, cinco aparelhos celulares e dois tablets.
São alvos da ação: Isaque de Lima Reis Pereira, Lorran Duque de Souza Sobrinho, Leonardo Souza de Oliveira Borges e Denis Santos de Paulo.
A arma e os simulacros foram encontrados na casa de Isaque de Lima Reis Pereira. Ele foi preso em flagrante. O segundo detido, Paulo Oliveira de Souza, tinha um mandado de prisão em aberto contra ele por golpes eletrônicos.
“Agora, a partir de todo o material apreendido, a gente vai dar continuidade às investigações, tentar estabelecer os vínculos entre esses autores para tentar recuperar pelo menos parte do dinheiro da vítima, efetuar a prisão efetiva desses demais autores e beneficiários, porque a gente sabe que a associação criminosa deles não termina nesses quatro. A gente sabe que tem muito mais gente envolvida”, afirmou a delegada Camila Pegorim, titular da DRCI, à imprensa.
Vítima caiu no golpe através de anúncio nas redes sociais
As investigações tiveram início em 2025, quando uma vítima caiu no golpe depois de buscar informações sobre aumento do limite de cartão de crédito. Segundo apurado, os criminosos usavam anúncios nas redes sociais, com aparência legítima, para atrair e enganar as vítimas.
Após clicar no anúncio, a vítima foi direcionada a criminosos que se apresentavam como representantes de uma plataforma financeira conhecida, onde passaram a atuar como falsos atendentes e induziram a vítima a realizar procedimentos supostamente necessários para liberação do benefício pretendido.
Durante o golpe, houve movimentações financeiras indevidas e transações não reconhecidas. Após o registro da ocorrência, a DRCI iniciou o trabalho técnico de rastreamento digital e financeiro, em que foram analisados registros de transações, dados telemáticos, vínculos entre contas, linhas telefônicas utilizadas na abordagem e elementos relacionados ao fluxo dos valores obtidos com o crime.
“Além das transações que a vítima já tinha feito, acreditando estar falando com a operadora financeira, ela verificou duas transações bancárias através de cartão de crédito que ela não reconhecia. Os criminosos captaram os dados particulares da vítima nessa conversa, que simulava ser com a empresa oficial, dados bancários dela, inclusive dos cartões de crédito dessa empresa financeira, e a partir disso eles fizeram as transações não reconhecidas”, explicou a delegada.
As investigações identificaram indícios de participação de diferentes pessoas. De acordo com a corporação, foram utilizadas maquininhas de cartão e valores foram repassados a terceiros, para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Em um dos casos, as transações foram vinculadas a equipamentos registrados no nome de um dos investigados. Ele foi ouvido na delegacia e confirmou ser o dono de oito máquinas, supostamente utilizadas em eventos de uma casa de shows no Recreio dos Bandeirantes. Depois, o homem admitiu ter facilitado as operações a pedido de outro envolvido.
No total, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em endereços residenciais e em um estabelecimento comercial utilizado para armazenar as máquinas de cartão usadas nos golpes.
Todo o material arrecadado será submetido à análise pericial e investigativa. O inquérito prossegue para esclarecer integralmente a dinâmica criminosa, identificar eventuais outros envolvidos e promover a responsabilização penal cabível.
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