Publicado 27/04/2026 17:07 | Atualizado 27/04/2026 18:54
Rio - O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) informou, nesta segunda-feira (27), que vai autuar e multar a MG Coutinho Serviços Cenográficos (Cenoart), empresa responsável pela montagem dos elevadores no palco do show da Shakira, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio.
PublicidadeUm grave acidente durante a execução desse serviço, na manhã de domingo (26), terminou na morte do operário Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, funcionário da empresa. Segundo o Crea-RJ, fiscais constataram, durante vistoria nesta segunda-feira, que a empresa não possui registro no Conselho para exercer atividades de engenharia, nem responsável técnico habilitado.
"Fiscais do Crea-RJ vêm acompanhando a montagem do palco desde 7 de abril e estiveram no local novamente na manhã desta segunda-feira, a fim de levantar informações sobre o acidente que matou o operário, no domingo, dia 26. Com o objetivo de fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro, o Crea-RJ já enviou ofício por duas vezes à empresa Bônus Track, produtora do evento, mas não recebeu todas as informações solicitadas", informou o Conselho ao DIA.
O superintendente técnico do Crea-RJ, o engenheiro Leonardo Dutra, destacou que atividades técnicas envolvem riscos e exigem profissionais qualificados. "A atividade técnica é, por natureza, uma atividade de risco, e somente com profissionais e empresas legalmente habilitados é possível mitigar esses riscos", afirmou.
O órgão também informou que solicitou à Bônus Track a relação das empresas e dos profissionais responsáveis por serviços técnicos de instalação e manutenção do evento. A lista deve incluir razão social ou nome completo, CPF ou CNPJ, endereço, dados contratuais e cópias de contratos ou notas fiscais. O prazo para resposta é de quatro dias, a partir desta segunda-feira.
A partir da decisão do Crea-RJ, caberá à Polícia Civil avaliar a possibilidade de embargo dos serviços prestados pela empresa no evento, previsto para o próximo sábado (2). Mais cedo, o delegado Lages, responsável pela investigação, afirmou que, embora a perícia oficial esteja a cargo da corporação, o laudo do Conselho "pode ser útil para desvendar o que aconteceu".
"Fiscais do Crea-RJ vêm acompanhando a montagem do palco desde 7 de abril e estiveram no local novamente na manhã desta segunda-feira, a fim de levantar informações sobre o acidente que matou o operário, no domingo, dia 26. Com o objetivo de fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro, o Crea-RJ já enviou ofício por duas vezes à empresa Bônus Track, produtora do evento, mas não recebeu todas as informações solicitadas", informou o Conselho ao DIA.
O superintendente técnico do Crea-RJ, o engenheiro Leonardo Dutra, destacou que atividades técnicas envolvem riscos e exigem profissionais qualificados. "A atividade técnica é, por natureza, uma atividade de risco, e somente com profissionais e empresas legalmente habilitados é possível mitigar esses riscos", afirmou.
O órgão também informou que solicitou à Bônus Track a relação das empresas e dos profissionais responsáveis por serviços técnicos de instalação e manutenção do evento. A lista deve incluir razão social ou nome completo, CPF ou CNPJ, endereço, dados contratuais e cópias de contratos ou notas fiscais. O prazo para resposta é de quatro dias, a partir desta segunda-feira.
A partir da decisão do Crea-RJ, caberá à Polícia Civil avaliar a possibilidade de embargo dos serviços prestados pela empresa no evento, previsto para o próximo sábado (2). Mais cedo, o delegado Lages, responsável pela investigação, afirmou que, embora a perícia oficial esteja a cargo da corporação, o laudo do Conselho "pode ser útil para desvendar o que aconteceu".
O caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana) como lesão corporal culposa provocada como acidente de trabalho. Por causa do trabalho dos policiais, a montagem do palco foi paralisada.
O trabalhador sofreu esmagamento das pernas em um sistema de elevação. Antes da chegada do Corpo de Bombeiros, ele já havia sido retirado do equipamento por outros funcionários. Na ocasião, Gabriel chegou a ser encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, mas não resistiu.
A reportagem do DIA tenta contato com a Cenoart.
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