Quiosques da Orla de Copacabana botaram mercadorias à venda para show da ShakiraReginaldo Pimenta / Agência O Dia
Publicado 03/05/2026 13:50
Rio - A cantora colombiana Shakira atraiu dois milhões de pessoas para a Praia de Copacabana, na Zona Sul, neste sábado (2), com seus hits de sucesso, que contagiam fãs ao redor do mundo. No entanto, nem tudo foram flores para os comerciantes que trabalharam na terceira edição do festival Todo Mundo no Rio. Ao DIA, vendedores relataram que as vendas caíram em comparação com os últimos dois anos, quando o evento levou Madonna e Lady Gaga ao palco.
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Cristina Paiva estava até às 10h deste domingo (3), na orla de Copacabana, tentando vender as mercadorias compradas para o show do dia anterior. A ambulante relatou que teve baixa procura do público por bebidas.
"Estou desde às 13h de ontem [sábado]. Infelizmente, não foi bom para mim, nem para os meus colegas de trabalho. Investimos e estamos retornando com mercadoria para casa. Não teve uma quantidade de público que esperávamos. As pessoas só passavam. Eu não fui embora porque não vendi. Se tivesse sido bom, teria ido embora ontem. No ano passado, na Lady Gaga, muitos chegaram às 16h e às 22h já tinham ido embora. Na Shakira, ainda temos mercadoria. Nem água o povo bebeu praticamente", contou.
Luiz Henrique Guilherme, de 50 anos, que possui uma barraca no Leme, também na Zona Sul, avaliou como positiva as vendas. Contudo, também afirmou que espera mais, lembrando do sucesso que teve nos últimos shows.
"Na Madonna, tivemos vendas muito altas. Na Lady Gaga, foi algo fora do comum. Na Shakira, deu até para salvar, mas não tanto quanto as outras duas. Vejo pelas caipirinhas, que vendemos 1350 em um dia, sendo um recorde. Na Shakira, foram 500. O nosso ponto forte é a caipirinha. Outros drinks também vimos que não teve essa força toda. Uma diferença grotesca. Foi ótimo, vendemos muito, mas não tanto quanto os outros shows", disse.
A Loba
O show estava previsto para começar às 21h45, mas teve início por volta das 23h05. Segundo a assessoria da artista, um problema pessoal motivou o atraso. O ponto de partida do espetáculo foi um show de drones, que agitou o público. Os equipamentos formaram o rosto de um lobo, os olhos e, em seguida, o rosto da cantora, além da frase "Te amo Brasil". A colombiana é chamada de "loba" por causa do hit "She Wolf" (2009), no qual usa a figura da loba como metáfora de uma mulher livre, independente e dona de si.
Ela iniciou o show cantando "La Fuerte" e saudou a plateia em português com um "Boa noite, Rio". Vestida com um look com as cores da bandeira do Brasil, chamou a atenção pela troca de roupa para um vestido curtinho. A cantora realizou diversas mudanças no vestuário, sendo a última feita pelo estilista brasileiro Dario Mittmann. Em seguida, ela entoou os hits "Girl like me", "Las de la intuición" e "Estoy aqui".
"Eu não posso acreditar que estou aqui com vocês. E pensar que eu cheguei aqui com 18 anos, sonhando em cantar para vocês e me apaixonei por vocês. E, agora, olha isso. A vida é mágica, não?", afirmou a artista.
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