Faixas e palavras de ordem também destacaram a luta contra a precarização do trabalhoReprodução/Asduerj
Publicado 04/05/2026 18:43
Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realizaram, nesta segunda (4), um ato no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, após o adiamento da reunião com o governador interino do estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que aconteceria no Palácio Guanabara, sede do governo. A mobilização foi convocada pela Associação dos Docentes da UERJ e reuniu docentes, técnicos e estudantes em mais um capítulo da greve que afeta a universidade.
Publicidade
De acordo com o sindicato, o encontro com o chefe do Executivo estadual foi reagendado para quinta-feira (7), às 17h30, no mesmo local. Diante da mudança, a assembleia docente prevista para esta semana foi adiada, e uma vigília foi convocada para o mesmo dia, a partir das 16h30, em frente ao palácio.
Durante o ato no Largo do Machado, manifestantes criticaram a demora nas negociações e reforçaram as principais pautas da paralisação, como a recomposição salarial, a retomada de direitos e melhores condições de funcionamento da universidade. Faixas e palavras de ordem também destacaram a luta contra a precarização do trabalho e reivindicações mais amplas, como o fim da escala 6x1 em diferentes categorias do serviço público.
A greve dos docentes da Uerj ocorre em meio a um cenário de perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos. Segundo representantes do movimento, a categoria aponta defasagem significativa frente à inflação e cobra o cumprimento integral de acordos firmados anteriormente com o governo estadual. Entre as demandas, também estão a retomada de benefícios como o adicional por tempo de serviço e a ampliação do orçamento da universidade.
Leia mais