Publicado 08/05/2026 09:33
Rio – Uma bomba caseira explodiu dentro de uma escola, na manhã desta sexta-feira (8), e deixou dez estudantes feridos. O incidente ocorreu no Ciep Lasar Segall, no bairro Areia Branca, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
PublicidadeSegundo o Corpo de Bombeiros, equipes se deslocaram ao Ciep às 8h15, após receberem informações de que um aluno teria detonado o material explosivo no pátio. As vítimas, entre 13 e 17 anos, tiveram ferimentos leves e estão no Hospital Municipal de Belford Roxo, onde receberam atendimento.
A maioria, de acordo com a prefeitura, se machucou nos membros superiores e inferiores por conta dos estilhaços. Um aluno teve um corte na cabeça, passou por tomografia no crânio e precisou de seis pontos. Todos foram liberados após receber atendimento.
A direção do colégio dispensou os demais estudantes e encerrou o expediente, segundo informou a Secretaria de Educação do Estado do Rio (Seeduc). A pasta afirmou ainda que acionou o Conselho Tutelar, prestou apoio aos alunos, familiares e profissionais da escola, e que colabora com as autoridades para esclarecer as circunstâncias do caso.
Procurada, a Polícia Militar informou que agentes do 39º BPM (Belford Roxo) estiveram na unidade e isolaram a área para a chegada da perícia. A investigação está em andamento na 54ª DP. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram conduzidas a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) para prestarem depoimentos. Além disso, foi feita uma varredura pelo Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e não foi localizado outros artefatos explosivos. Os materiais foram recolhidos e serão submetidos à perícia.
A bomba, improvisada com um tubo PVC, continha pregos e pólvora de fogos de artifício, de acordo com o subsecretário da Polícia Civil Carlos Oliveira. "Com os fragmentos que nós encontramos no local, vimos que aparentemente é uma bomba de tubo, muito utilizada por marginais no Rio. Dentro do tubo, colocaram pólvora negra e materiais metálicos", afirmou em uma entrevista.
A corporação apura o autor do explosivo e de que maneira ele chegou no colégio.
O estrondo assustou moradores da região e até quem estava mais distante. A analista de qualidade de software Betânia Rodrigues, 40, que reside no Centro de Belford Roxo, disse ao DIA que ouviu o barulho.
"Eu estava me preparando para começar a trabalhar quando ouvi a explosão. Se eu escutei tão alto daqui da Rua Firmino Leite, imagina quem estava por perto. Fiquei preocupada com o que seria, não imaginava que seria uma bomba, ainda mais numa escola. Olha, só Deus para proteger nossos filhos", relatou.
*Reportagem da estagiária Ágatha Araújo, sob supervisão de Luiz Maurício Monteiro
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