Reunião entre os docentes e o governador Ricardo CoutoDivulgação/ASDUERJ
Publicado 08/05/2026 20:59
Representantes dos docentes e técnicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) participaram, nesta sexta-feira (8), de uma nova reunião com o governador em exercício Ricardo Couto para discutir as reivindicações da greve que atinge a universidade desde março. A reunião aconteceu na sede do Tribunal de Justiça, na Rua Erasmo Braga, no Centro. 

Segundo José Rodolfo, um dos representantes do movimento grevista, o governo estadual garantiu a ampliação do auxílio alimentação pago aos servidores e informou que realiza estudos para apresentar, em até duas semanas, um retorno referente a proposta relacionada às parcelas pendentes da recomposição salarial reivindicada pelas categorias.
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"O governador assegurou a majoração do nosso auxílio alimentação, uma ampliação do valor atual do auxílio alimentação e garantiu que está realizando estudos para em duas semanas nos dar um retorno sobre as parcelas da recomposição salarial. Além disso, recebeu o conjunto dos pleitos dos comandos de greve, inclusive o pleito do adicional por desempenho, que vai para o estudo na Secretaria de Planejamento e que vai ser debatido também na próxima reunião, na última semana de maio.", afirmou o docente. 
O encontro também tratou de outros pleitos apresentados pelos comandos de greve, como o retorno dos auxílios saúde e educação ao contracheque, a retomada dos triênios para todos os servidores e a recomposição do orçamento da universidade.
Outro ponto reinvidicado foi a criação de um adicional por desempenho, proposta que será encaminhada para análise da Secretaria de Planejamento e voltará à pauta em uma nova reunião prevista para o fim de maio.

A paralisação envolve docentes e técnicos administrativos da Uerj, que cobram medidas contra a precarização das condições de trabalho nos campi da instituição. As categorias afirmam que acumulam perdas salariais ao longo dos últimos anos e apontam defasagem em relação à inflação, além do descumprimento de acordos firmados anteriormente com o governo estadual.

Antes da reunião, servidores realizaram uma vigília em frente a sede do Tribunal de Justiça. Em atos recentes, manifestantes também criticaram a demora nas negociações e defenderam mais investimentos na universidade, considerada uma das principais instituições públicas de ensino superior do estado.
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