Ciep Lasar Segall, fica no bairro Areia Branca, em Belford RoxoReprodução / Google Street View
Publicado 10/05/2026 15:57 | Atualizado 10/05/2026 15:57
Rio - A Polícia Civil descartou a hipótese que a bomba caseira que explodiu no Ciep Lasar Segall, em Belford Roxo, tenha sido levada para dentro da unidade por algum aluno. A conclusão veio após todos os menores serem ouvidos por uma equipe da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav).

A análise técnica constatou que nenhum dos adolescentes foi o responsável por levar o artefato para a escola. Agora, os policiais analisam imagens de câmeras de segurança e realizam novas buscas para identificar o verdadeiro autor e entender como o explosivo chegou ao pátio do colégio, localizado no bairro Areia Branca.
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O caso

A explosão ocorreu na manhã da última sexta-feira (8), por volta das 8h15, e deixou dez estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, feridos. Segundo a prefeitura de Belford Roxo, a maioria das vítimas sofreu ferimentos leves nos membros superiores e inferiores, causados por estilhaços. Um aluno precisou levar seis pontos na cabeça após passar por uma tomografia. Todos já receberam alta hospitalar.

Na ocasião, a direção do colégio dispensou os alunos e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) acionou o Conselho Tutelar para prestar apoio às famílias. O Esquadrão Antibomba da Core realizou uma varredura na unidade e não encontrou outros artefatos.
O material recolhido para perícia foi descrito como uma "bomba de tubo", feita com PVC, pólvora negra e fragmentos metálicos. Em entrevista, o subsecretário da Polícia Civil, Carlos Oliveira, chegou a detalhar a periculosidade do objeto.

"Com os fragmentos que encontramos no local, vimos que aparentemente é uma bomba de tubo, muito utilizada por marginais no Rio. Dentro do tubo, colocaram pólvora negra e materiais metálicos", afirmou o delegado.

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