Publicado 12/05/2026 20:13 | Atualizado 12/05/2026 22:13
O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), poderá ser reconhecido oficialmente como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial do Estado. A proposta foi aprovada em primeira discussão pela própria Alerj nesta terça-feira (12).
O reconhecimento está previsto no Projeto de Lei 3.523/24, de autoria da deputada estadual Verônica Lima (PT). O texto ainda precisará passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção.
Localizado na Praça XV, no Centro do Rio, o Palácio Tiradentes completou 100 anos em 2026 e é considerado um dos principais símbolos da história política brasileira. O projeto também autoriza o poder público a promover ações de preservação histórica e incentivo cultural no espaço, inclusive em parceria com entidades da sociedade civil.
PublicidadeO reconhecimento está previsto no Projeto de Lei 3.523/24, de autoria da deputada estadual Verônica Lima (PT). O texto ainda precisará passar por uma segunda votação antes de seguir para sanção.
Localizado na Praça XV, no Centro do Rio, o Palácio Tiradentes completou 100 anos em 2026 e é considerado um dos principais símbolos da história política brasileira. O projeto também autoriza o poder público a promover ações de preservação histórica e incentivo cultural no espaço, inclusive em parceria com entidades da sociedade civil.
O terreno onde hoje está o Palácio Tiradentes abriga parte importante da história do Brasil desde o período colonial. Antes da construção do atual prédio, o local sediava a antiga Cadeia Velha, onde Joaquim José da Silva Xavier ficou preso antes de ser executado, em 1792.
O atual edifício foi inaugurado em 6 de maio de 1926, em estilo eclético, com projeto dos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet. Entre 1926 e 1960, o prédio funcionou como sede da Câmara dos Deputados, recebendo posses presidenciais de nomes como Washington Luís e Juscelino Kubitschek.
Durante o Estado Novo, entre 1937 e 1945, o Parlamento foi fechado pelo governo de Getúlio Vargas, e o prédio passou a abrigar órgãos federais, incluindo o antigo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).
Com a transferência da capital federal para Brasília, em 1960, o Palácio Tiradentes passou a sediar a Assembleia Legislativa do antigo Estado da Guanabara e, posteriormente, a atual Alerj, após a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975.
Além da importância política e arquitetônica, o Palácio Tiradentes também se consolidou como espaço cultural e turístico da capital fluminense. O prédio recebe visitas guiadas, apresentações musicais, exposições e eventos artísticos ao longo do ano.
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