Alunos do Colégio Pedro II participaram de aula de samba no pé com Amanda MattosDivulgação
Publicado 15/05/2026 12:55 | Atualizado 15/05/2026 13:26
Cinquenta alunos do 9º ano do Colégio Pedro II (Unidade Tijuca) visitaram, nesta quinta-feira (14), o Museu do Samba, na Mangueira, Zona Norte do Rio, onde tiveram uma aula de samba no pé e conferiram as sete exposições em cartaz. O passeio fez parte do projeto de educação patrimonial "Samba Minha Raiz", que promove mensalmente encontros entre referências artísticas do samba e estudantes de escolas públicas.
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As atividades desta quinta foram resultado de uma iniciativa da Coordenadoria de Cultura do Pedro II, que procurou o museu assim que tomou conhecimento do projeto.

“Neste momento as turmas estudam o samba nos currículos de Educação Musical e de Português e avaliamos que a visita seria muito valiosa para o processo pedagógico. Estou muito encantada com o museu, com a beleza e a riqueza do que tem aqui dentro: a gente tem o manuscrito de ‘As rosas não falam’ e pode ver a letra do Cartola na nossa frente, além de riquezas da nossa cultura, do nosso povo, da nossa história; o museu é muito bonito, espaçoso e acolhedor e tem a importância da gente fazer esse movimento em direção à favela, já que o museu está instalado próximo a uma comunidade”, avaliou Karin Verthein, professora de Educação Musical do CPII.

Os estudantes foram recebidos por Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba e neta do compositor Cartola e de Dona Zica, comandou um breve bate papo sobre a trajetória de seu avô e a história do museu, que este ano completa 25 anos.

“O samba é legado do povo escravizado, no canto, nos tambores, na oralidade e na sabedoria ancestral de um povo que transformou dor em celebração da vida. Cada roda de samba carrega a memória daqueles que vieram antes e insistiram em existir com dignidade; aqui no Museu do Samba temos a missão de dar continuidade à luta do povo preto a partir da valorização da cultura de matriz africana, o samba, hoje registrado Patrimônio Cultural do Brasil”, disse Nilcemar.

Para Amanda Mattos, coordenadora dos passistas da Verde e Rosa e ex-rainha de bateria, a experiência foi incrível.

“O samba é a maior manifestação cultural do Brasil e faz parte de nossas vidas durante todo o ano, por isso é importante mostrar aos mais jovens os fundamentos e a força desta cultura; as trocas despertam o sentimento de pertencimento e de afirmação de identidade cultural, além, claro, de ser muito divertido e proporcionar trocas riquíssimas”, comenta Amanda.

O projeto já promoveu encontros de estudantes de escolas municipais e creches públicas com baianas, carnavalescos, mestres de bateria e compositores, sempre, ao fim, uma atividade prática, como aula de bateria, composição de sambas-enredos ou degustação de acarajés.

Para participar, as instituições de ensino interessadas devem realizar agendamento pelo e-mail agendamentomuseudosamba@gmail.com
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