Publicado 19/05/2026 20:58 | Atualizado 19/05/2026 22:18
Rio - Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiram, em assembleia geral realizada nesta terça-feira (19), aderir ao estado de greve. Em seguida, o grupo realizou uma manifestação na Avenida Venceslau Brás, próximo ao campus da Praia Vermelha, na Urca, Zona Sul, por volta das 20h, e interditou a via por alguns minutos. Os alunos carregavam faixas com os dizeres: "A UFRJ parou", "Bandejão de qualidade" e "Mais bolsa, menos evasão".
PublicidadeEles denunciam situações que envolvem desde casos de assédio e precarização dos serviços no restaurante universitário até a greve dos técnicos-administrativos e a falta de assistência estudantil.
"Nós, estudantes da UFRJ, aprovamos hoje o estado de greve, que é quando uma categoria decide entrar em alerta e em mobilização permanente, sinalizando que pode entrar em greve caso as reivindicações não sejam atendidas. Ainda não se trata da greve em si, mas de um aviso político de que a situação chegou ao limite", explica a aluna Brenda Souza, de 21 anos, integrante do Centro Acadêmico de Serviço Social.
"Não é mais possível normalizar o fato de irmos para as salas de aula com fome por causa de um bandejão que serve larvas, tampouco sem a devida assistência estudantil para garantir a permanência de tantos de nós, que precisamos escolher entre o trabalho e a universidade", informou o Centro Acadêmico Evaristo de Castro Jr., do curso de Geografia da UFRJ.
"Nós, estudantes da UFRJ, aprovamos hoje o estado de greve, que é quando uma categoria decide entrar em alerta e em mobilização permanente, sinalizando que pode entrar em greve caso as reivindicações não sejam atendidas. Ainda não se trata da greve em si, mas de um aviso político de que a situação chegou ao limite", explica a aluna Brenda Souza, de 21 anos, integrante do Centro Acadêmico de Serviço Social.
"Não é mais possível normalizar o fato de irmos para as salas de aula com fome por causa de um bandejão que serve larvas, tampouco sem a devida assistência estudantil para garantir a permanência de tantos de nós, que precisamos escolher entre o trabalho e a universidade", informou o Centro Acadêmico Evaristo de Castro Jr., do curso de Geografia da UFRJ.
Denúncias
Entre as principais reclamações está um caso denunciado no ano passado, envolvendo um professor do Instituto de Matemática, acusado de assediar mais de quatro alunas no campus. De acordo com o Centro Acadêmico, foram registradas denúncias na Ouvidoria da universidade e um boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas a investigação estaria paralisada.
Outro ponto destacado pelos estudantes é a atuação da empresa responsável pelo restaurante universitário. Segundo os relatos, há frequentes episódios de falta de alimentos, atrasos no pagamento dos funcionários terceirizados, situação que já resultou em paralisações. Também há denúncias de refeições servidas com insetos.
A greve dos técnicos-administrativos, motivada por atrasos salariais, também impacta diretamente a rotina acadêmica. Segundo o Centro Acadêmico, desde o início do período letivo, em 9 de março deste ano, a biblioteca permanece fechada, estudantes perderam a matrícula devido à suspensão de atividades administrativas e há instabilidade no pagamento de bolsas, além da ausência de editais para concessão de auxílios estudantis.
A reportagem de O DIA fez contato com a UFRJ, mas não obteve resposta até o encerramento desta reportagem. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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