Chefe de facção no Rio Grande do Norte foi preso em MacaéDivulgação / Polícia Civil
Publicado 20/05/2026 11:59 | Atualizado 20/05/2026 12:44
Rio - A Polícia Civil do Rio prendeu, na manhã desta quarta-feira (20), Jackson Matheus da Silva Moreira, conhecido como "Professor", numa casa em Macaé, no Norte Fluminense. Ele é apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio Grande do Norte.
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A prisão foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), em parceria com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
De acordo com o delegado Jefferson Ferreira, da Draco, "Professor" estava escondido em Macaé após fugir de uma ação policial no estado em que atuava. "[Ele] Já estava foragido há cerca de seis meses depois da deflagração dessa operação para prender membros dessa facção, em que ele conseguiu escapar e veio se esconder aqui."
No entanto, ainda não há confirmação se o bandido também atuava no Rio. "As investigações agora vão avançar para a gente poder mensurar a real participação dele também aqui no Comando Vermelho do Rio de Janeiro. Até o momento, a gente tem indícios de que ele é faccionado lá do Rio Grande do Norte. Mas as investigações continuam", completou o delegado.
Ainda segundo as investigações, Jackson exercia função estratégica dentro da facção e era apontado como um dos responsáveis pelo braço armado utilizado nas invasões de territórios dominados pelo Sindicato do Crime, grupo rival que atua no Rio Grande do Norte. A disputa desencadeou uma intensa guerra entre facções no estado, marcada por homicídios, ataques armados, execuções e confrontos violentos pelo controle do tráfico de drogas.

O criminoso é investigado por diversos homicídios, sendo considera um alvo de altíssima periculosidade em razão de sua atuação operacional dentro da facção.
O preso também atuava diretamente no recrutamento e cooptação de integrantes para participação na guerra entre facções, além de exercer função relacionada à guarda e manutenção de material bélico.
Contra o "Professor" existiam mandados de prisão relacionados à prática de organização criminosa armada, além de diversas passagens por tráfico, receptação, roubo e posse de entorpecentes.
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