Publicado 25/05/2026 00:00
Afeto, acolhimento e um novo começo foi o que o bombeiro militar da reserva remunerada, Reinaldo Faria de Soares, proporcionou a oito irmãos, quando decidiu adotá-los por meio do programa Um Lar Para Mim. A iniciativa, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, incentiva servidores públicos estaduais (ativos e inativos) à adoção de crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente, promovendo o direito à convivência familiar e à construção de novos vínculos afetivos e sociais. fotogaleria
Movido pelo desejo de adotar, Reinaldo foi apresentado ao programa por colegas do Corpo de Bombeiros. Em 2014, ele, a esposa, Ana Cristina, e a filha, Isabel, visitaram um lar de acolhimento temporário, dando início ao primeiro processo de adoção.
"Nossa família conheceu Gabriel e Isabela primeiro. Quando fomos buscá-los, estavam chorando e agarrados a Maria Rita e Mateus. Não queriam deixá-los. Eram quatro vidas que já carregavam marcas do abandono", recorda.
Segundo Reinaldo, enquanto aguardava na justiça para obter a guarda definitiva das quatro crianças, ele recebeu a notícia de que havia mais duas em outro lugar.
"Mariana, de 2 anos, e Maria Eduarda, a Duda, com apenas 1 ano e 3 meses, estavam acolhidas temporariamente. Aquela família estava em pedaços espalhados pela cidade, como se cada coração estivesse guardado em uma caixa diferente", contou o bombeiro. "Olhei para minha esposa e vi nos olhos dela o choque, e a compaixão. E dentro de mim, eu me perguntava se tinha forças, se conseguiria adotar todos", disse.
Novos desafios e começos
Após obter a guarda definitiva dos seis irmãos, um novo capítulo surgia para Reinaldo e sua família: mais duas crianças estavam acolhidas institucionalmente. Após um longo processo judicial, Daniel e Isaque se juntaram à família em 2023. Naquele ano, os Soares, que já eram em 9 pessoas, ganharam mais dois membros e se tornaram 11.
"Ser pai ou mãe é um dos maiores atos de coragem. Vivemos inúmeros desafios e, ao mesmo tempo, algo que nenhum dado consegue medir: a reescrita do destino de crianças que, estatisticamente, tinham poucas chances de encontrar uma família, especialmente, por serem irmãos e, em grande parte dos casos, já não serem bebês", disse Reinaldo.
Inclusão, pertencimento e auxílio financeiro
Instituído em dezembro de 2000, o programa um Lar Para Mim consolidou-se como uma importante ferramenta de transformação social e proteção infantojuvenil. Além de assegurar auxílio financeiro mensal para o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes adotados até que completem 21 anos – podendo o benefício ser prorrogado até os 24 anos, caso o adotando esteja cursando ensino superior; a iniciativa também promove inclusão e pertencimento.
Publicidade"Nossa família conheceu Gabriel e Isabela primeiro. Quando fomos buscá-los, estavam chorando e agarrados a Maria Rita e Mateus. Não queriam deixá-los. Eram quatro vidas que já carregavam marcas do abandono", recorda.
Segundo Reinaldo, enquanto aguardava na justiça para obter a guarda definitiva das quatro crianças, ele recebeu a notícia de que havia mais duas em outro lugar.
"Mariana, de 2 anos, e Maria Eduarda, a Duda, com apenas 1 ano e 3 meses, estavam acolhidas temporariamente. Aquela família estava em pedaços espalhados pela cidade, como se cada coração estivesse guardado em uma caixa diferente", contou o bombeiro. "Olhei para minha esposa e vi nos olhos dela o choque, e a compaixão. E dentro de mim, eu me perguntava se tinha forças, se conseguiria adotar todos", disse.
Novos desafios e começos
Após obter a guarda definitiva dos seis irmãos, um novo capítulo surgia para Reinaldo e sua família: mais duas crianças estavam acolhidas institucionalmente. Após um longo processo judicial, Daniel e Isaque se juntaram à família em 2023. Naquele ano, os Soares, que já eram em 9 pessoas, ganharam mais dois membros e se tornaram 11.
"Ser pai ou mãe é um dos maiores atos de coragem. Vivemos inúmeros desafios e, ao mesmo tempo, algo que nenhum dado consegue medir: a reescrita do destino de crianças que, estatisticamente, tinham poucas chances de encontrar uma família, especialmente, por serem irmãos e, em grande parte dos casos, já não serem bebês", disse Reinaldo.
Inclusão, pertencimento e auxílio financeiro
Instituído em dezembro de 2000, o programa um Lar Para Mim consolidou-se como uma importante ferramenta de transformação social e proteção infantojuvenil. Além de assegurar auxílio financeiro mensal para o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes adotados até que completem 21 anos – podendo o benefício ser prorrogado até os 24 anos, caso o adotando esteja cursando ensino superior; a iniciativa também promove inclusão e pertencimento.
"Ao promover a adoção tardia e oferecer suporte às famílias, o Estado não apenas garante segurança, mas constrói autoestima, pertencimento e um futuro digno. É um programa que já tem mais de vinte anos e que deve ser sempre fortalecido", afirmou o secretário da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Anderson Coelho.
Atualmente, 460 crianças e adolescentes permanecem cadastrados no programa que, desde 2024, é coordenado pela Subsecretaria da Criança e do Adolescente. Um Lar Para Mim atende perfis infantojuvenis de menor procura no sistema de adoção, como aqueles com idade entre 5 e 18 anos, grupos de irmãos, crianças e adolescentes com deficiência, doenças crônicas ou necessidades específicas, incentivando a adoção tardia.
"Muitas vezes, esses meninos e meninas passam anos aguardando uma oportunidade porque ainda existem preconceitos em relação à adoção de crianças maiores, adolescentes e crianças com deficiência. Mas o afeto não tem prazo. O vínculo é construído no encontro, na convivência e na decisão diária de cuidar. O programa Um Lar Para Mim nasceu justamente para ampliar esse olhar e consolidar a cultura da adoção tardia ou adoção necessária, garantindo que crianças e adolescentes acolhidos possam ter a chance de reconstruir suas histórias com dignidade, proteção e amor", pontuou o subsecretário da Criança e do Adolescente, Arthur Souza.
No Brasil, desde 2002, o Dia Nacional da Adoção é comemorado em 25 de maio. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a garantia de acesso de crianças e adolescentes ao direito à convivência familiar e comunitária, além de reforçar a importância da adoção.
"Enquanto muitos sonham apenas com bebês, a fila da adoção no Brasil está cheia de crianças, adolescentes e grupos de irmãos que quase ninguém adota, mesmo havendo milhares de pretendentes inscritos. Não deixe a infância deles acabar na fila da adoção. Amplie seu olhar, considere a adoção tardia, milhares de crianças e adolescentes aguardam apenas uma família", reforçou Reinaldo.
A adoção é um procedimento gratuito e irrevogável, transferindo definitivamente os direitos e deveres da família biológica para a adotiva. Os interessados devem procurar a Vara da Infância e da Juventude mais próxima de suas residências, ser maiores de 18 anos e ter diferença mínima de 16 anos em relação à criança ou adolescente a ser adotado. Como já mencionado, o Programa Um Lar Para Mim está disponível apenas para servidores estaduais. Para mais informações, consultar os canais institucionais do Governo do Estado.
Atualmente, 460 crianças e adolescentes permanecem cadastrados no programa que, desde 2024, é coordenado pela Subsecretaria da Criança e do Adolescente. Um Lar Para Mim atende perfis infantojuvenis de menor procura no sistema de adoção, como aqueles com idade entre 5 e 18 anos, grupos de irmãos, crianças e adolescentes com deficiência, doenças crônicas ou necessidades específicas, incentivando a adoção tardia.
"Muitas vezes, esses meninos e meninas passam anos aguardando uma oportunidade porque ainda existem preconceitos em relação à adoção de crianças maiores, adolescentes e crianças com deficiência. Mas o afeto não tem prazo. O vínculo é construído no encontro, na convivência e na decisão diária de cuidar. O programa Um Lar Para Mim nasceu justamente para ampliar esse olhar e consolidar a cultura da adoção tardia ou adoção necessária, garantindo que crianças e adolescentes acolhidos possam ter a chance de reconstruir suas histórias com dignidade, proteção e amor", pontuou o subsecretário da Criança e do Adolescente, Arthur Souza.
No Brasil, desde 2002, o Dia Nacional da Adoção é comemorado em 25 de maio. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a garantia de acesso de crianças e adolescentes ao direito à convivência familiar e comunitária, além de reforçar a importância da adoção.
"Enquanto muitos sonham apenas com bebês, a fila da adoção no Brasil está cheia de crianças, adolescentes e grupos de irmãos que quase ninguém adota, mesmo havendo milhares de pretendentes inscritos. Não deixe a infância deles acabar na fila da adoção. Amplie seu olhar, considere a adoção tardia, milhares de crianças e adolescentes aguardam apenas uma família", reforçou Reinaldo.
A adoção é um procedimento gratuito e irrevogável, transferindo definitivamente os direitos e deveres da família biológica para a adotiva. Os interessados devem procurar a Vara da Infância e da Juventude mais próxima de suas residências, ser maiores de 18 anos e ter diferença mínima de 16 anos em relação à criança ou adolescente a ser adotado. Como já mencionado, o Programa Um Lar Para Mim está disponível apenas para servidores estaduais. Para mais informações, consultar os canais institucionais do Governo do Estado.
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