Delagacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte de Ciene Pires de Paulo Arquivo / Renan Areias / Agência O Dia
Publicado 24/05/2026 12:46
Rio - Uma tentativa de assalto na Estrada da Barra da Tijuca, no Itanhangá, Zona Sudoeste do Rio, terminou com a morte de Ciene Pires de Paulo, na noite deste sábado (23). Segundo informações iniciais, a vítima estava acompanhada de um homem quando foi abordada por um casal de criminosos que tentou roubar a moto em que eles estavam.
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O homem que acompanhava Ciene teria tentado reagir à abordagem. Durante a ação, os criminosos atiraram e a mulher acabou sendo baleada. Ciene foi socorrida por populares e levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), os dois assaltantes também deram entrada na mesma unidade hospitalar. A mulher recusou atendimento médico. Em seguida, ela e o comparsa foram presos em flagrante por policiais militares.

O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga as circunstâncias do crime. Os detidos já estão à disposição da Justiça.
Ainda não há informações sobre o sepultamento de Ciene Pires de Paulo.
Baleados em assaltos aumentam no RJ, aponta Fogo Cruzado
A violência armada durante assaltos e tentativas de roubo se agravou na Região Metropolitana em abril de 2026. Ao menos 30 pessoas foram baleadas nessas ocorrências ao longo do mês, o equivalente a uma pessoa baleada por dia. O número representa um aumento de 50% em relação a abril de 2025, quando 20 pessoas foram atingidas em assaltos ou roubos. 
"O crescimento expressivo e contínuo de pessoas baleadas durante assaltos evidencia como a violência armada está diretamente associada à rotina da população, especialmente em crimes que ocorrem em deslocamentos, no trabalho e em atividades rotineiras. Esses números mostram que o roubo deixou de ser apenas um crime patrimonial para se consolidar como um fator central de produção de violência armada. A média de uma vítima baleada por dia em assaltos é um dado alarmante e exige respostas urgentes do poder público, com políticas de prevenção, inteligência e proteção da população, sobretudo nas áreas que mais concentram esse tipo de crime", analisa Carlos Nhanga, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro.
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