PF faz operação em São Gonçalo e em ItaboraíDivulgação
Publicado 26/05/2026 11:06 | Atualizado 26/05/2026 12:39
Rio - A Polícia Federal realiza, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Catarina, com o objetivo de apurar a atuação de uma organização criminosa investigada por diversas fraudes envolvendo encomendas postais nos Correios. Na ação, dois alvos foram presos no Jardim Catarina, em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Ao todo, agentes da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas (Delepat) cumprem 10 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão nos municípios de São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana.
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As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de dois investigados, em julho de 2024, no momento em que tentavam retirar uma encomenda postal mediante fraude em uma unidade dos Correios.

A partir da análise de informações, os policiais identificaram indícios de uma atuação coordenada do grupo criminoso, com compras fraudulentas de produtos, uso de documentos falsos, monitoramento de encomendas, retirada indevida de mercadorias em agências postais e durante entregas, além da posterior comercialização dos produtos obtidos roubados.
O nome da operação faz referência à comunidade de Jardim Catarina, apontada como área utilizada por integrantes do grupo para abrigo e ocultação.

O material apreendido passará por perícia técnica criminal, a fim de identificar a extensão do envolvimento dos investigados, eventuais condutas criminosas e possíveis outros participantes do esquema.

Além do crime de organização criminosa, os suspeitos poderão responder por estelionato, uso de documento falso e receptação, além de possíveis outros crimes que venham a ser identificados durante as investigações.
Procurados, os Correios informaram que atuam em conjunto com a Polícia Federal e demais órgãos públicos para prevenir fraudes e o tráfego de itens proibidos por meio do serviço postal.
"Muitas das operações de repressão começam após o monitoramento por meio de raio-x, realizado pelos Correios. Os empregados da empresa são treinados e atuam de forma diligente visando identificar postagens cujo conteúdo esteja em desacordo com a legislação. Quando há suspeita de documentação falsa, ou algum objeto com conteúdo proibido ou ilícito é detectado, os Correios acionam os órgãos que possuem competência de fiscalização, autuação e apreensão, tais como Receita Federal, Polícia Federal, Exército, Ibama, entre outros. As instituições parceiras são responsáveis por dar encaminhamento às operações investigativas", disse em comunicado.

A instituição ressaltou ainda que possuem métodos de monitoramento que são "aprimorados, periodicamente, com base em informações apresentadas pelos órgãos de segurança e de fiscalização'. Além disso, a empresa afirma que tem priorizado investimentos em ações preventivas para fortalecer a integridade dos serviços postais.
 
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