Publicado 28/05/2026 10:19
Rio - Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) participaram, nesta quinta-feira (28), da Operação Crédito Corrompido, da Polícia Civil do Distrito Federal, contra um esquema de fraudes bancárias ligado a empréstimos consignados e créditos milionários em Brasília. No Rio, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Botafogo, na Zona Sul, e no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.
PublicidadeAs investigações começaram após o próprio banco denunciar à Polícia Civil do Distrito Federal suspeitas envolvendo funcionários da instituição e um grupo especializado em golpes com empréstimos consignados.
Durante a ação, as equipes encontraram um dos alvos, um advogado suspeito de envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, em um imóvel em Botafogo. No local, os policiais apreenderam documentos, celulares e um notebook, que passarão por análise. Já o alvo do Recreio, não foi encontrado.
Entenda o esquema
Segundo as apurações, os criminosos abordavam clientes pelas redes sociais, se passando por assessores bancários para oferecer empréstimos fraudulentos, principalmente a pessoas sem autorização legal para contratar o crédito, como servidores temporários.
Durante a ação, documentos falsificados eram enviados às agências bancárias para viabilizar a aprovação dos contratos. Em alguns casos, parte do valor liberado era repassada aos golpistas como “comissão”. Em outros, os próprios gerentes envolvidos desviavam diretamente recursos das contas das vítimas para integrantes da organização.
As investigações avançaram e identificaram ainda uma segunda frente criminosa voltada à liberação de empréstimos milionários mediante pagamento de propina a gerentes bancários.
Além do Rio, também foram cumpridos mandados simultaneamente em endereços no Distrito Federal e São Paulo.
As diligências continuam para aprofundar a identificação de outros envolvidos e aumentar as provas contra os investigados.
Além do Rio, também foram cumpridos mandados simultaneamente em endereços no Distrito Federal e São Paulo.
As diligências continuam para aprofundar a identificação de outros envolvidos e aumentar as provas contra os investigados.
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