Publicado 28/05/2026 16:31 | Atualizado 28/05/2026 16:46
O quarto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, nesta quinta-feira (28), foi marcado por um momento de tensão no II Tribunal do Júri, no Centro. Uma advogada que acompanhava a sessão como espectadora foi retirada do plenário após ser advertida pela juíza Elizabeth Machado Louro sob suspeita de tentar olhar as anotações feitas por integrantes do Conselho de Sentença.
PublicidadeA interrupção aconteceu durante o depoimento de Débora Mello Saraiva, ex-namorada de Jairinho. A magistrada percebeu que a mulher, sentada na área reservada ao público, teria direcionado o olhar para a bancada onde estavam posicionados os jurados. Ela interrompeu a audiência e determinou que a advogada deixasse o local.
Após deixar a sala, a advogada Selma Elizabeth Blum. À imprensa, ela negou qualquer irregularidade, afirmou que apenas acompanhava a sessão e não tentou visualizar qualquer anotação dos jurados.
“Eu jamais faria isso. Eu honro a minha classe e a classe de todos os advogados. A doutora falou que eu estava olhando as anotações e os jurados, mas eu estava olhando para baixo. Não fiz anotação nenhuma”, afirmou.
Selma disse ainda que havia ido ao Tribunal do Júri para acompanhar a sessão e ver de perto o funcionamento do plenário a convite de uma amiga promotora. “Acabei de tirar minha OAB e estou estudando. Quero prestar concurso para o Ministério Público. Achei importante estar aqui para acompanhar um júri. Não tenho interesse em nenhuma das partes”, declarou.
Ainda segundo a advogada, a decisão da magistrada teria sido equivocada. “Eu acho que a juíza se equivocou e foi exagerada. Me senti humilhada e eu não merecia isso”, afirmou.
A juíza Elizabeth Machado Louro não comentou o episódio em plenário após a retirada da advogada. A sessão foi retomada normalmente depois de vinte minutos.
O julgamento de Jairinho e Monique Medeiros entrou no quarto dia com a oitiva de testemunhas de acusação e defesa. O ex-vereador responde por homicídio triplamente qualificado e tortura. Já Monique é acusada de homicídio por omissão e de descumprimento do dever de proteção do filho. Os dois negam as acusações.
A expectativa do Tribunal de Justiça do Rio é que o júri siga pelos próximos dias, com novos depoimentos antes dos interrogatórios dos réus e da decisão final do Conselho de Sentença. Até o momento, seis das 27 testemunhas listadas já foram ouvidas
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