Publicado 29/05/2026 11:56 | Atualizado 29/05/2026 12:53
Rio - Monique Medeiros precisou ser retirada do II Tribunal do Júri da Capital para atendimento médico depois de passar mal ao ver imagens do corpo do menino Henry Borel, no quinto dia de julgamento do caso, nesta sexta-feira (29). Ela voltará ao plenário apenas neste sábado (30).
PublicidadeO perito-legista Luís Carlos Leal Prestes, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), responsável por assinar o laudo 3D da morte, detalhava os ferimento sofridos por Henry quando a ex-professora da rede municipal começou a passar mal.
Uma equipe de médicos entrou no tribunal por volta das 10h20 e atendeu a mãe do menino, que foi levada para uma sala de atendimento dentro do próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O perito continua a depor. Monique foi estabilizada, mas não retornará ao plenário nesta sexta-feira.
De acordo com o Prestes, das 23 lesões apresentadas por Henry, apenas 6 podem ter sido causadas por manobra cardíaca. A laceração hepática não foi uma delas.
"A massagem cardíaca bem feita não provoca lesões no fígado. É feita em uma área completamente diferente. Houve a hemorragia interna, a laceração hepática, que produziu a morte e, portanto, a necessidade da massagem cardíaca. Não poderia haver hemorragia interna se não houvesse circulação. Não se tem hemorragia que o sangue preenchendo a cavidade abdominal com a pessoa morta. Essa laceração hepática foi produzida em vida e não está relacionada à massagem cardíaca", afirmou.
Durante seu depoimento, o perito foi enfático ao dizer que a morte de Henry não foi rápida. O médico disse, inclusive, que o menino, com 4 anos na época, sofreu muito antes de falecer lentamente.
"Essa criança sentiu muita dor, sofreu muito. Além dessas lesões, essa morte foi lenta, agônica, progressiva… O sangramento que produziu a morte foi lento. Essa criança, com a multiplicidade de lesões, deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer. Com a hemorragia interna, a criança perde a consciência até desfalecer e entrar em óbito. Essa criança sofreu por um bom tempo até sucumbir", disse.
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