Publicado 31/05/2026 16:55 | Atualizado 31/05/2026 17:00
O Maracanã é palco neste domingo (31) um daqueles dias que misturam tradição, expectativa e festa nas arquibancadas. No amistoso entre Brasil e Panamá, marcado para as 18h30, a Seleção Brasileira faz sua despedida oficial do país antes do embarque para a Copa do Mundo, e a torcida transformou o entorno do estádio em um verdadeiro aquecimento para o Mundial.
PublicidadeCom ingressos esgotados e movimentação intensa desde o início da tarde, torcedores de diferentes partes do país chegaram ao Rio carregando bandeiras, camisas amarelas e muita expectativa pelo último jogo da Seleção sob o comando de Carlo Ancelotti em solo brasileiro às vésperas da Copa.
Entre eles está Igor Azeredo, que saiu de Campos dos Goytacazes ao lado da namorada, Anny Azevedo, ainda na madrugada deste domingo. O casal pegou a estrada às 7h e chegou ao Rio perto do meio-dia só para acompanhar a partida. Depois do apito final, a programação já está definida: volta imediata para o Norte Fluminense.
“É minha primeira vez no Maracanã para ver a Seleção Brasileira. Sempre foi um sonho assistir um jogo do Brasil no estádio. Quero ver meus ídolos de perto, o Vinícius Júnior, o Paquetá… viver isso aqui é especial demais”, disse Igor.
Para ele, a partida também serve como uma prévia do que a torcida pode esperar do time na Copa.
“A expectativa é ver um pouco do que o Brasil pode mostrar no Mundial. Entender quais jogadores o Ancelotti vai começar usando, o esquema que ele vai montar. Acho que ele vai mexer muito no segundo tempo, mas já dá para sentir a cara da equipe.”
Igor também comentou sobre a possibilidade de Neymar voltar a aparecer no ciclo da Seleção durante a Copa. Para ele, a experiência do camisa 10 ainda pesa.
“Eu acho que o Neymar agrega muito. Talvez hoje mais fora de campo do que dentro. Ele tem experiência de Copa, é uma referência para os jogadores mais jovens. Mesmo com os problemas físicos, ainda é um nome importante para o grupo.”
Quem também cruzou a estrada para acompanhar a Amarelinha foi Yann Milher, que veio do Espírito Santo ao lado da mãe, Lilian Barbosa. Os dois chegaram ao Rio ainda na quinta-feira e reservaram o fim de semana para viver o clima da Seleção.
“Estamos na melhor expectativa possível para esse amistoso e também para a Copa. O Brasil talvez não chegue como favorito, mas a gente acredita muito. A torcida está confiante e espera uma grande campanha”, disse Yann.
Nos arredores do estádio, o clima é de festa típica de Copa do Mundo: famílias inteiras vestidas de verde e amarelo, vendedores ambulantes lotando as calçadas e muitos torcedores aproveitando para registrar o momento em frente ao Maracanã antes da bola rolar.
O duelo deste domingo também tem peso histórico. Será a 120ª partida da Seleção Brasileira no Maracanã, estádio que mais recebeu jogos da Amarelinha.
Por causa da partida, a CET Rio montou uma operação especial no entorno do estádio. Desde a tarde deste domingo, vias como a Rua Professor Eurico Rabelo, trechos da Avenida Maracanã, do Viaduto Oduvaldo Cozzi e da Avenida Rei Pelé foram interditados para garantir a chegada do público e a dispersão após o amistoso. A previsão é que as liberações aconteçam depois das 22h30.
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