Populares transitando de maneira irregular na estação de Marechal Hermes, Zona NorteReginaldo Pimenta / Arquivo O Dia
Publicado 02/06/2026 08:44 | Atualizado 02/06/2026 09:06
Rio – Além de revitalizar a malha ferroviária e reformar as composições, outro grande desafio na gestão recém-iniciada da TrensRJ será combater os acessos irregulares nas estações, os "calotes", que já causam um prejuízo de R$ 380 mil por mês. A reportagem do DIA apurou que o hábito é cometido por cerca de 50 mil passageiros diariamente, que acessam o serviço por meio de buracos construídos ao redor da linha férrea por moradores e criminosos.
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Os dados foram levantados em auditoria da Trens RJ, à qual o DIA teve acesso. O cálculo aponta que se cada passageiro inadimplente deixa de pagar R$ 7,60 por viagem, os 50 mil usuários nessa situação representam uma perda de R$ 380 mil. Sendo esse grupo beneficiado pela tarifa social de R$ 5, o impacto na arrecadação é menor, mas ainda preocupante: R$ 250 mil.
A evasão de pagamento no transporte é facilitada pelo crime organizado e representa um problema sistêmico de segurança pública. Através dos buracos, bandidos conseguem cometer os crimes e sair de forma discreta, sem serem identificados, o que dificulta ainda mais a confiabilidade no serviço de trens. 
No 1º dia de atuação da TrensRJ, a operadora flagrou quatro homens agindo de forma suspeita entre as estações Maracanã e Praça da Bandeira. Na de Marechal Hermes, Zona Norte, três pessoas foram vistas transitando de forma irregular entre os trilhos.
Sem uma estratégia definida, TrensRJ contará com as forças de segurança
Ainda de acordo com a apuração, a concessionária ainda não definiu uma estratégia direcionada ao combate desse crime, mas terá como apoio a atuação de 16 batalhões da Polícia Militar e 38 delegacias, além da presença do Grupamento de Policiamento Ferroviário.
Outra medida utilizada pela TrensRJ é o uso de drones para monitorar e mapear locais onde ocorrem os calotes, furtos e roubos, em cooperação com a polícia. Ao todo, 97 pontos sensíveis foram identificados.
Procuradas para comentar o caso, as corporações ainda não retornaram. 
 
*Reportagem da estagiária Ágatha Araújo, sob supervisão de Luiz Maurício Monteiro
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