Publicado 02/06/2026 14:38 | Atualizado 02/06/2026 15:30
Rio - O sepultamento de Bento Costa Petillo Bezze, 12 anos, foi marcado por dor e pedidos de justiça no Cemitério de Inhaúma, na mesma região, na tarde desta terça-feira (2). No local, amigos da escola levaram cartazes e cartas escritas à mão em forma de homenagem. O menino morreu vítima de bala perdida no parquinho do condomínio em que morava na Pavuna, na Zona Norte.
PublicidadeSegundo a madrinha da vítima, a enfermeira Camila Santana, Bento morreu nos braços do irmão, de 13 anos, e na frente de outras crianças.
"Ele era muito caseiro, mas tinha o momento em que interagia com as outras crianças. Ele era muito brincalhão, dançarino. Até mesmo quando ele foi atingido, as crianças achavam que ele estava brincando. Quando viram o que realmente aconteceu, todo mundo saiu correndo para poder pedir socorro. No momento do tiro, ele botou a mão no peito, agarrou o irmão dele e só falou: 'Me ajuda'. A única coisa que a gente está pedindo é a perícia para saber de onde veio esse tiro", disse.
Depois do ocorrido, segundo a madrinha, o irmão dele, que está sob cuidados dela, permanece muito abalado. "Ele não está conseguindo ficar dentro de casa. E aí eu estou dando todo o apoio para ele. A gente vai buscar um psicólogo, mas ele não consegue se manter dentro de casa", relatou.
Entenda o caso
De acordo com a madrinha, a tragédia ocorreu na tarde de domingo (31), quando muitas crianças estavam na rua. Na ocasião, Bento tinha ido a uma festa de Primeira Comunhão de amigas do condomínio.
"Ele foi lá para poder tirar uma foto com as meninas, e, depois, eles sentaram lá no banco de frente para quadra, onde estava tendo uma partida de vôlei. E, no momento que ele sentou, foi atingido por uma bala. Com isso, ele começou a pedir socorro, o irmão dele o abraçou e informou: 'Vou pedir socorro. Aguarde, irmão'. E aí depois os vizinhos vieram para socorrer e levaram ele imediatamente para o hospital", lembrou.
De acordo com a madrinha, a tragédia ocorreu na tarde de domingo (31), quando muitas crianças estavam na rua. Na ocasião, Bento tinha ido a uma festa de Primeira Comunhão de amigas do condomínio.
"Ele foi lá para poder tirar uma foto com as meninas, e, depois, eles sentaram lá no banco de frente para quadra, onde estava tendo uma partida de vôlei. E, no momento que ele sentou, foi atingido por uma bala. Com isso, ele começou a pedir socorro, o irmão dele o abraçou e informou: 'Vou pedir socorro. Aguarde, irmão'. E aí depois os vizinhos vieram para socorrer e levaram ele imediatamente para o hospital", lembrou.
Paixão por futebol e sorriso contagiante
Flamenguista e apaixonado por futebol, Bento colecionava figurinhas para completar o álbum da Copa do Mundo. Agora, a família pretende concluir a coleção em homenagem ao menino.
"Ele amava o futebol. Ele estava no momento de colecionar as figurinhas para completar o álbum. A avó dele vende comida para fora e ele fazia as entregas dentro do condomínio justamente para poder conseguir comprar as figurinhas", comentou Camila.
A criança também é lembrada pelo sorriso e por gostar de dançar. "A lembrança que a gente vai ficar é o sorriso dele, né? O dançarino que ele era e o amor e o carinho que ele tinha por toda a família, por todos os amiguinhos dele. Para você ver o quanto ele era amado, tem muitas pessoas aqui dando o último adeus", acrescentou.
"Ele amava o futebol. Ele estava no momento de colecionar as figurinhas para completar o álbum. A avó dele vende comida para fora e ele fazia as entregas dentro do condomínio justamente para poder conseguir comprar as figurinhas", comentou Camila.
A criança também é lembrada pelo sorriso e por gostar de dançar. "A lembrança que a gente vai ficar é o sorriso dele, né? O dançarino que ele era e o amor e o carinho que ele tinha por toda a família, por todos os amiguinhos dele. Para você ver o quanto ele era amado, tem muitas pessoas aqui dando o último adeus", acrescentou.
Ainda no enterro, a diretora adjunta da Escola Municipal Artur Azevedo, Carmem Cristina dos Santos, descreveu Bento como a alegria da sala.
"Ele gostava muito de ir para quadra brincar com as crianças. É uma perda irreparável. Aquela alegria dele, aquele sorriso, ele sempre chegava com aquele sorriso no rosto. É uma fatalidade que não poderia ter acontecido com uma criança de 12 anos. Todos os sonhos dessa criança foram embora. A escola toda está comovida, todo mundo gostava dele. A gente se pergunta: 'Até quando vamos perder nossos alunos? Nossos filhos? Nossos netos com uma fatalidade dessa?'", questionou.
Em meio à tristeza, Carmen contou que a escola está providenciando apoio psicológico para os colegas e professores.
"Era uma turma que estava junto há muito tempo, eles iam se formar no 6º ano esse ano. Ele sempre foi um aluno presente. Sexta-feira estava na escola e, na segunda, a gente tem essa notícia. É muito difícil porque os alunos acabam sendo nossos filhos e, eu como mãe, fico pensando na dor que ela está sentindo. É muito triste, a escola toda está comovida”, lamentou.
Por fim, a educadora reforçou o desejo de mais segurança no estado do Rio. "Eu peço paz e que olhem mais um pouquinho para esses bairros. A gente só quer que nosso aluno vá pra escola e volte com segurança, que possa ficar em casa com segurança. Isso podia ter acontecido com qualquer um. É triste sair de casa sem saber se eu volto. Eu tenho um filho. Será que ele volta? O Bento só estava sendo criança, só estava brincando", lamentou.
"Ele gostava muito de ir para quadra brincar com as crianças. É uma perda irreparável. Aquela alegria dele, aquele sorriso, ele sempre chegava com aquele sorriso no rosto. É uma fatalidade que não poderia ter acontecido com uma criança de 12 anos. Todos os sonhos dessa criança foram embora. A escola toda está comovida, todo mundo gostava dele. A gente se pergunta: 'Até quando vamos perder nossos alunos? Nossos filhos? Nossos netos com uma fatalidade dessa?'", questionou.
Em meio à tristeza, Carmen contou que a escola está providenciando apoio psicológico para os colegas e professores.
"Era uma turma que estava junto há muito tempo, eles iam se formar no 6º ano esse ano. Ele sempre foi um aluno presente. Sexta-feira estava na escola e, na segunda, a gente tem essa notícia. É muito difícil porque os alunos acabam sendo nossos filhos e, eu como mãe, fico pensando na dor que ela está sentindo. É muito triste, a escola toda está comovida”, lamentou.
Por fim, a educadora reforçou o desejo de mais segurança no estado do Rio. "Eu peço paz e que olhem mais um pouquinho para esses bairros. A gente só quer que nosso aluno vá pra escola e volte com segurança, que possa ficar em casa com segurança. Isso podia ter acontecido com qualquer um. É triste sair de casa sem saber se eu volto. Eu tenho um filho. Será que ele volta? O Bento só estava sendo criança, só estava brincando", lamentou.
Falta de segurança
Camila frisou que toda a família está abalada e lamentou a falta de segurança até mesmo dentro do condomínio.
"A família está sem chão, a gente está completamente perdido, moramos num condomínio fechado, onde a gente achava que tinha uma segurança, onde muitas crianças estavam no momento do ocorrido. Ninguém escutou momentos de tiros, até mesmo porque todas as vezes que eles escutavam tiros a gente orientava a se recolher, nem que fosse para casa de qualquer vizinho. Estamos indignados! Até o momento não houve nenhum tipo de perícia dentro do condomínio. A área foi isolada justamente pelos moradores e a gente aguarda essa perícia", afirmou.
A madrinha contou que vizinhos já encontraram projéteis no local em outras ocasiões e que uma amiga chegou a ter o carro atingido. Ela e a família moram há muitos anos na região e agora não sabem mais se vão permanecer, devido ao medo.
"Eu acredito que agora vai ser a vontade de todo mundo de não morar aqui. Não tem mais como. Ninguém vai ter mais confiança. Nossos filhos foram nascidos e criados ali. Eu não tenho mais confiança de deixar minha filha nem sentada na praça, porque ela pode ser atingida a qualquer momento. Todo mundo está mal. Infelizmente, foi uma tragédia na nossa família", explicou.
Camila frisou que toda a família está abalada e lamentou a falta de segurança até mesmo dentro do condomínio.
"A família está sem chão, a gente está completamente perdido, moramos num condomínio fechado, onde a gente achava que tinha uma segurança, onde muitas crianças estavam no momento do ocorrido. Ninguém escutou momentos de tiros, até mesmo porque todas as vezes que eles escutavam tiros a gente orientava a se recolher, nem que fosse para casa de qualquer vizinho. Estamos indignados! Até o momento não houve nenhum tipo de perícia dentro do condomínio. A área foi isolada justamente pelos moradores e a gente aguarda essa perícia", afirmou.
A madrinha contou que vizinhos já encontraram projéteis no local em outras ocasiões e que uma amiga chegou a ter o carro atingido. Ela e a família moram há muitos anos na região e agora não sabem mais se vão permanecer, devido ao medo.
"Eu acredito que agora vai ser a vontade de todo mundo de não morar aqui. Não tem mais como. Ninguém vai ter mais confiança. Nossos filhos foram nascidos e criados ali. Eu não tenho mais confiança de deixar minha filha nem sentada na praça, porque ela pode ser atingida a qualquer momento. Todo mundo está mal. Infelizmente, foi uma tragédia na nossa família", explicou.
Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e, desde o primeiro momento, adotou todas as medidas cabíveis para apurar a morte de Bento Costa Petillo Bezze. Os agentes realizam diligências, coleta de informações e demais procedimentos, enquanto a perícia de local será realizada. A investigação está em andamento e em rigor com todos protocolos legais para apurar os fatos.
*Colaboração Érica Martin
Leia mais

Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.