Publicado 02/06/2026 15:27
Rio - A ordem para raspar o cabelo e torturar duas mulheres na comunidade Risca-Faca, em São Gonçalo, partiu do criminoso Flávio Vieira Bento, conhecido como Mumu, que está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A informação foi confirmada nesta terça-feira (2) pelo delegado Paulo Saback, adjunto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
PublicidadeSegundo as investigações, há um segundo mandante do crime. Trata-se de Elias da Silva Firmino, o Da Roça, que está foragido e escondido no Complexo do Alemão, na Zona Norte. De acordo com a polícia, ambos ocupam posições de liderança no Comando Vermelho (CV) e continuam emitindo ordens mesmo longe da comunidade onde atuam.
Durante a operação realizada nesta terça-feira, agentes da DRE apreenderam celulares na cela de Flávio Vieira. O material será periciado para auxiliar o avanço das investigações. O criminoso está preso desde abril de 2025, quando acabou detido durante uma operação do 12º BPM (Niterói) no Morro do Estado, no Centro de Niterói.
Durante a operação realizada nesta terça-feira, agentes da DRE apreenderam celulares na cela de Flávio Vieira. O material será periciado para auxiliar o avanço das investigações. O criminoso está preso desde abril de 2025, quando acabou detido durante uma operação do 12º BPM (Niterói) no Morro do Estado, no Centro de Niterói.
"De lá de dentro ele [Mumu] emite as ordens e os traficantes que estão soltos executam. Ele é apontado, em tese, como o dono daquela comunidade. Dono no sentido de que seria a última pessoa na escala de comando daquele núcleo do Comando Vermelho", afirmou o delegado.
Ainda durante a operação, os policiais apreenderam uma máquina de cortar cabelo na residência de um traficante identificado como Felipe, apontado como responsável por raspar o cabelo das vítimas. O equipamento foi recolhido e o suspeito acabou preso.
Ainda durante a operação, os policiais apreenderam uma máquina de cortar cabelo na residência de um traficante identificado como Felipe, apontado como responsável por raspar o cabelo das vítimas. O equipamento foi recolhido e o suspeito acabou preso.
Três homens com extensa ficha criminal foram presos por envolvimento no episódio. Ao todo, 14 pessoas eram alvos da ação policial, todas com antecedentes criminais, segundo a DRE.
As duas mulheres foram submetidas a sessões de tortura, com agressões físicas, tiveram os cabelos raspados e foram obrigadas a percorrer as ruas da comunidade pedindo desculpas aos criminosos. O crime foi filmado e divulgado pelos próprios traficantes nas redes sociais, em uma demonstração de força do chamado "Tribunal do Crime", usada para intimidar moradores e reforçar o controle da facção na região.
As vítimas chegaram a ser atendidas no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, mas já receberam alta. Em depoimento, uma delas afirmou que foi espancada apenas por ser amiga da outra mulher, suspeita de aplicar golpes na comunidade.
"Essas pessoas cometeram o crime de tortura, um crime extremamente hediondo, que demonstra para a sociedade que elas não têm qualquer preocupação com o bem-estar coletivo e com a integridade física e psicológica das vítimas. Não podemos admitir que esse tipo de julgamento aconteça, nem que esse comportamento se perpetue e se prolifere na sociedade", alertou o delegado.
As duas mulheres foram submetidas a sessões de tortura, com agressões físicas, tiveram os cabelos raspados e foram obrigadas a percorrer as ruas da comunidade pedindo desculpas aos criminosos. O crime foi filmado e divulgado pelos próprios traficantes nas redes sociais, em uma demonstração de força do chamado "Tribunal do Crime", usada para intimidar moradores e reforçar o controle da facção na região.
As vítimas chegaram a ser atendidas no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, mas já receberam alta. Em depoimento, uma delas afirmou que foi espancada apenas por ser amiga da outra mulher, suspeita de aplicar golpes na comunidade.
"Essas pessoas cometeram o crime de tortura, um crime extremamente hediondo, que demonstra para a sociedade que elas não têm qualquer preocupação com o bem-estar coletivo e com a integridade física e psicológica das vítimas. Não podemos admitir que esse tipo de julgamento aconteça, nem que esse comportamento se perpetue e se prolifere na sociedade", alertou o delegado.
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