Publicado 03/06/2026 17:54
Rio - Comerciantes de Niterói sofrem com a sensação de insegurança e com prejuízos crescentes causados por furtos no município da Região Metropolitana. Nos últimos 12 meses, dados do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) apontam que houve mais de 720 furtos a estabelecimentos comerciais registrados na cidade.
PublicidadeEm Icaraí, um empresário decidiu passar o ponto após ter sua loja furtada seis vezes em seis meses. Entre dezembro de 2025 e junho deste ano, uma unidade do Bob's, no mesmo bairro, foi alvo de uma sequência de invasões, que gerou um prejuízo de mais de R$ 30 mil. Cinco investidas ocorreram entre dezembro e janeiro. O caso mais recente foi registrado na madrugada entre segunda-feira (1º) e terça-feira (2).
Sócio da loja, Rogério Rosetti disse em entrevista ao DIA que os criminosos levaram repetidamente fios elétricos, tubulações de cobre e equipamentos do sistema de ar-condicionado. Em uma das ações, quatro condensadoras foram furtados. O último ataque gerou um prejuízo estimado em R$ 4 mil. Além dos danos materiais, Rosetti calcula que as interrupções no funcionamento do local provocaram uma queda de faturamento de aproximadamente R$ 150 mil.
"Entre dezembro e janeiro foram cinco furtos. Quando colocamos uma faixa avisando que já tínhamos sido assaltados quatro vezes, naquela mesma noite aconteceu o quinto crime", relatou.
O problema, porém, não se restringe ao restaurante. Na noite de domingo (31), uma lavanderia do mesmo bairro foi invadida por um criminoso que furtou uma televisão de 32 polegadas avaliada em cerca de R$ 800. O suspeito foi preso posteriormente ao tentar cometer outro delito em outra lavanderia da região.
Já no Centro de Niterói, uma tentativa de invasão a uma padaria causou prejuízos após vândalos quebrarem a porta de acesso ao comércio durante a madrugada. Apesar dos danos, nada foi levado.
Sócio da loja, Rogério Rosetti disse em entrevista ao DIA que os criminosos levaram repetidamente fios elétricos, tubulações de cobre e equipamentos do sistema de ar-condicionado. Em uma das ações, quatro condensadoras foram furtados. O último ataque gerou um prejuízo estimado em R$ 4 mil. Além dos danos materiais, Rosetti calcula que as interrupções no funcionamento do local provocaram uma queda de faturamento de aproximadamente R$ 150 mil.
"Entre dezembro e janeiro foram cinco furtos. Quando colocamos uma faixa avisando que já tínhamos sido assaltados quatro vezes, naquela mesma noite aconteceu o quinto crime", relatou.
O problema, porém, não se restringe ao restaurante. Na noite de domingo (31), uma lavanderia do mesmo bairro foi invadida por um criminoso que furtou uma televisão de 32 polegadas avaliada em cerca de R$ 800. O suspeito foi preso posteriormente ao tentar cometer outro delito em outra lavanderia da região.
Já no Centro de Niterói, uma tentativa de invasão a uma padaria causou prejuízos após vândalos quebrarem a porta de acesso ao comércio durante a madrugada. Apesar dos danos, nada foi levado.
Aumento de ataques
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgados em maio, mostram que Niterói registrou entre 720 e 760 furtos a estabelecimentos comerciais nos últimos 12 meses. A maior concentração das ocorrências está no Centro, responsável por cerca de 35% dos registros. Em seguida, aparece a região que abrange Icaraí e a Zona Sul, com aproximadamente 30% dos casos. As áreas do Fonseca e Zona Norte de Niterói e de Itaipu e da Região Oceânica respondem por cerca de 20% e 15% das notificações, respectivamente.
Embora os indicadores oficiais apontem redução dos crimes violentos, como roubos de rua e de veículos, comerciantes afirmam que os ataques noturnos se tornaram uma das principais ameaças ao setor. Segundo relatos de lojistas e informações do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), os criminosos têm adotado métodos recorrentes, como escalada de marquises, arrombamento de portas de vidro, invasão de imóveis durante a madrugada e furto de cabos de energia e tubulações de cobre de aparelhos de ar-condicionado.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgados em maio, mostram que Niterói registrou entre 720 e 760 furtos a estabelecimentos comerciais nos últimos 12 meses. A maior concentração das ocorrências está no Centro, responsável por cerca de 35% dos registros. Em seguida, aparece a região que abrange Icaraí e a Zona Sul, com aproximadamente 30% dos casos. As áreas do Fonseca e Zona Norte de Niterói e de Itaipu e da Região Oceânica respondem por cerca de 20% e 15% das notificações, respectivamente.
Embora os indicadores oficiais apontem redução dos crimes violentos, como roubos de rua e de veículos, comerciantes afirmam que os ataques noturnos se tornaram uma das principais ameaças ao setor. Segundo relatos de lojistas e informações do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), os criminosos têm adotado métodos recorrentes, como escalada de marquises, arrombamento de portas de vidro, invasão de imóveis durante a madrugada e furto de cabos de energia e tubulações de cobre de aparelhos de ar-condicionado.
Notas
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou, por meio do comando do 12º BPM (Niterói), que o policiamento na região é realizado com roteiros estratégicos de viaturas e motocicletas, além de efetivo extra empregado por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS). A corporação destacou ainda que realiza diariamente a Operação Anti-Furtos, voltada ao combate de crimes em comércios, fiações e materiais recicláveis.
Ainda de acordo com a PM, somente em 2026, mais de 100 suspeitos foram detidos na área de atuação do batalhão e cerca de 20 adolescentes foram apreendidos por envolvimento em atos infracionais. Enquanto as estatísticas oficiais apontam esforços das forças de segurança, comerciantes seguem convivendo com prejuízos financeiros, danos ao patrimônio e a sensação de insegurança diante da frequência das ocorrências.
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou, por meio do comando do 12º BPM (Niterói), que o policiamento na região é realizado com roteiros estratégicos de viaturas e motocicletas, além de efetivo extra empregado por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS). A corporação destacou ainda que realiza diariamente a Operação Anti-Furtos, voltada ao combate de crimes em comércios, fiações e materiais recicláveis.
Ainda de acordo com a PM, somente em 2026, mais de 100 suspeitos foram detidos na área de atuação do batalhão e cerca de 20 adolescentes foram apreendidos por envolvimento em atos infracionais. Enquanto as estatísticas oficiais apontam esforços das forças de segurança, comerciantes seguem convivendo com prejuízos financeiros, danos ao patrimônio e a sensação de insegurança diante da frequência das ocorrências.
A Polícia Civil informou que, em relação ao furto mais recente relatado pelo comerciante nesta semana, não há registro de ocorrência na delegacia da área até o momento. A instituição esclareceu ainda que, em fevereiro deste ano, a vítima procurou a 77ª DP (Icaraí) para comunicar um caso semelhante. Na ocasião, a unidade instaurou investigação, identificou e indiciou o autor do crime, remetendo o procedimento à Justiça.
A corporação reforçou a importância de que todas as ocorrências sejam formalmente registradas, seja presencialmente em uma delegacia ou por meio da Delegacia Online, para que os fatos possam ser devidamente investigados e os responsáveis responsabilizados na forma da lei.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral
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