Operação mira venda ilegal de medicamentos em academias nas Zonas Oeste e SulDivulgação / PCERJ
Publicado 09/06/2026 07:36
Rio - A Polícia Civil realiza, na manhã desta terça-feira (9), uma operação contra a venda clandestina de canetas emagrecedoras em academias nas zonas Oeste e Sul. Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão nos bairros de Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, além da cidade de São Paulo.

Segundo a corporação, a investigação teve início a partir de um trabalho de monitoramento de redes sociais, que permitiu a identificação de Michael Douglas, principal alvo da ação. Ele foi preso em março deste ano com uma grande quantidade desses medicamentos e atualmente responde ao processo em liberdade.
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As apurações apontam que Michael oferecia os produtos tanto pelas redes sociais quanto presencialmente, sem qualquer garantia de procedência ou controle sanitário adequado.
De acordo com o delegado Wellington Vieira, titular da Delegacia do Consumidor (Decon), uma academia já foi identificada e o proprietário será intimado para prestar depoimento. "Permitir que esse comércio ocorra no espaço comercial também é um crime", ressaltou Wellington Vieira. Segundo ele, o investigado realizava as entregas diretamente aos clientes. "Ele chegava com uma mochila e vendia para os clientes que eram frequentadores dessa academia."
As investigações também identificaram que Michael utilizava uma linha telefônica registrada em nome de um idoso com Alzheimer, morador de Campo Grande, que não teria qualquer relação com o esquema criminoso. A polícia investiga como o cadastro foi realizado e não descarta o uso de documentos falsos. "É mais um crime para colocar na conta dele de falsidade ideológica, porque certamente ele usou documentos falsos para montar esse cadastro", disse o delegado.
A Polícia Civil também apura a possível participação de fornecedores de outros estados. Segundo Wellington Vieira, há indícios de uma conexão com São Paulo. "Ele tinha um contato em São Paulo. Nós estamos tentando identificar essa pessoa lá na cidade de São Paulo."

Ainda de acordo com a corporação, a ação desta terça-feira busca apreender documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, medicamentos e outros materiais que possam auxiliar no aprofundamento das investigações. Até o momento, não há registro de apreensões.

Essa é a quarta fase da "Operação Mounjaro" da Delegacia do Consumidor (Decon). O investigado responde por associação criminosa, crime contra a saúde pública e receptação qualificada.
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