Publicado 10/06/2026 09:56
Rio - Um homem teve a aliança roubada enquanto varria uma calçada no Jardim Botânico, na Zona Sul. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), houve um aumento de 10% no número de assaltos em ruas do bairro, este ano, em comparação a 2025.
PublicidadeO crime ocorreu na Rua Lopes Quintas, na manhã do último domingo (7). Uma câmera de segurança flagrou a vítima juntando folhas na calçada com a vassoura. Enquanto o homem varria, um motociclista aguardava do outro lado da pista. O piloto se aproximou da vítima, desceu do veículo e sacou uma arma, anunciando um assalto. O criminoso pegou a aliança do homem e fugiu. O roubo aconteceu em menos de um minuto.
Segundo dados do ISP, de janeiro a abril, 120 roubos de rua foram registrados no bairro, sendo 32 apenas no quarto mês do ano. Nesse mesmo período em 2025, tiveram 109, o que corresponde a um aumento de 10%. O índice engloba assaltos a pedestres, coletivos e aparelhos celulares.
Especificamente em relação a roubos a transeuntes, já ocorreram 62 em 2026. No ano passado, nos quatro primeiros meses do ano, foram 52. Houve um aumento de 19%.
A Polícia Militar informou que não recebeu acionamento para a ocorrência no Jardim Botânico, mas destacou que o 23º BPM (Leblon), responsável pelo policiamento no bairro, intensifica o patrulhamento ostensivo na área, assim como as rondas com viaturas e as abordagens a veículos e transeuntes.
"A unidade vem adequando a distribuição do policiamento dinâmico em toda sua área de atuação. Nesse contexto, além do efetivo ordinário, o batalhão também emprega policiais militares através do Regime Adicional de Serviço (RAS)", ressaltou a corporação.
A PM pontuou que, casos como o de domingo (7), podem ser considerados crimes de oportunidade, em que o criminoso espera uma brecha para agir e abordar as vítimas.
A corporação pediu a colaboração da população com denúncias ou, em casos urgentes, com o acionamento através da central de atendimento da PM e no aplicativo 190. O Disque Denúncia pode ser contactado pelo número (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.
Registros em delegacias também são essenciais para que investigações sejam iniciadas. Procurada, a Polícia Civil ainda não respondeu sobre o caso. O espaço está aberto para manifestação.
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